Zelador morre após cair do 4º andar durante manutenção em condomínio na Bahia
Equipamento de proteção vencido levanta suspeitas sobre negligência e vínculo trabalhista; caso é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Trabalho.

Um grave acidente ocorrido em Canabrava, na Bahia, levantou novas discussões sobre segurança do trabalho e responsabilidade na contratação de profissionais em condomínios. O zelador Antônio Almeida, de 54 anos, morreu após cair do quarto andar de um edifício enquanto realizava serviços de manutenção predial. O caso, registrado nesta semana, chocou moradores e reacendeu alertas sobre o cumprimento das normas de proteção durante atividades de risco.
De acordo com as primeiras informações, Antônio utilizava equipamentos de proteção individual (EPIs) vencidos no momento da queda. A condição dos materiais e o possível descumprimento das normas de segurança são agora pontos centrais da investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que também apuram o vínculo empregatício do trabalhador com o condomínio.
A queda ocorreu enquanto o zelador executava uma atividade de rotina, mas que exigia a utilização de EPIs em conformidade com as normas regulamentadoras. Testemunhas relataram que Antônio sempre desempenhava suas funções de forma dedicada e era bastante conhecido no residencial, o que intensificou o clima de comoção entre os moradores.
Especialistas reforçam que a responsabilidade pela segurança durante atividades operacionais é compartilhada entre o condomínio e eventuais empresas prestadoras de serviço, especialmente quando há necessidade de equipamentos certificados, treinamentos e supervisão adequada. O uso de EPIs vencidos — caso confirmado — representa grave falha nos protocolos de prevenção.
A investigação busca esclarecer se o condomínio forneceu o equipamento inadequado ou se havia algum tipo de relação trabalhista informal. Caso sejam identificadas irregularidades, os responsáveis poderão responder por negligência, omissão e possíveis infrações trabalhistas.
Para síndicos e administradores condominiais, o episódio reforça a importância de adotar procedimentos rigorosos em atividades de manutenção, garantindo que todos os profissionais utilizem EPIs certificados, dentro do prazo de validade e compatíveis com o risco da atividade. Auditorias internas, treinamentos e contratação regularizada também são fundamentais para evitar tragédias como essa.
O caso segue sob investigação, e novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.
Fonte: R7