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Empresa cobra pagamento por obra em mansão de Virginia e Zé Felipe

Empresa afirma que realizou serviços de revestimento e iluminação no Residencial Aldeia do Vale, em Goiânia; ação foi ajuizada no Distrito Federal

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Empresa cobra pagamento por obra em mansão de Virginia e Zé Felipe · Foto: Reprodução/Instagram Virginia Fonseca

Virginia e Zé Felipe são processados por empresa que cobra pagamento de obra em mansão de condomínio de luxo

A influenciadora Virginia Fonseca e o cantor Zé Felipe são alvos de uma ação judicial movida pela empresa SAS Construção e Representação, que cobra valores relacionados a serviços realizados na mansão onde o ex-casal viveu durante o casamento. O imóvel está localizado no Residencial Aldeia do Vale, condomínio de alto padrão em Goiânia (GO).

A ação foi ajuizada em 21 de outubro de 2026 no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Segundo a empresa, os trabalhos foram contratados em 2023 e concluídos em 2024, envolvendo instalação de revestimentos, sistemas de iluminação e componentes complementares.

A prestadora afirma que houve pagamentos parciais, mas que parte dos serviços não teria sido quitada. O processo busca o reconhecimento das relações contratuais e o pagamento dos valores que a empresa considera pendentes.

Serviços incluíram revestimentos e iluminação

De acordo com as informações apresentadas no processo e divulgadas pela imprensa, o contrato inicial ultrapassou R$ 85 mil. Durante a execução, teriam sido solicitadas alterações e serviços adicionais, incluindo instalação de fitas de LED, estruturas de suporte e componentes de acabamento.

A empresa afirma que emitiu notas fiscais em nome de Virginia e Zé Felipe referentes aos trabalhos realizados. Parte dos documentos teria sido emitida em abril e maio de 2024, após a conclusão de etapas da obra.

O empresário Diogo Bezerra Rego, responsável pela empresa, declarou ao jornal O Popular que os serviços foram entregues, mas que não recebeu integralmente os valores correspondentes. Ele também relatou dificuldades para formalizar o recebimento da obra, afirmando que profissionais responsáveis pelo acompanhamento não assinaram o termo de entrega.

Empresa limita parte da cobrança a R$ 35 mil

Há diferenças entre os valores divulgados nas reportagens sobre a ação. Em informações obtidas pelo Metrópoles e pelo O Popular, a empresa afirma que não possui toda a documentação referente às contratações e, por isso, decidiu limitar a cobrança do saldo que consegue comprovar a R$ 35 mil.

Já uma reportagem da Band informou que a ação envolve pedidos mais amplos, incluindo reconhecimento das relações contratuais e indenização por danos morais, e foi apresentada com valor de aproximadamente R$ 200 mil.

A distinção é importante: os R$ 35 mil correspondem ao saldo que a empresa afirma conseguir demonstrar por meio dos documentos disponíveis, enquanto o valor mais elevado está relacionado ao conjunto de pedidos apresentados na ação. A definição das quantias e das responsabilidades dependerá da análise judicial.

Processo busca identificar a responsabilidade de cada um

Segundo a empresa, Virginia e Zé Felipe aparecem como tomadores dos serviços em diferentes documentos fiscais. A prestadora pede que sejam apresentados contratos, aditivos, comprovantes de pagamento e registros de recebimento dos trabalhos.

O objetivo é esclarecer quem contratou cada etapa da obra e individualizar eventual responsabilidade pelo pagamento. A empresa também relata que tentou resolver a questão extrajudicialmente antes de recorrer à Justiça.

A cobrança envolve serviços realizados quando os dois ainda eram casados. Após a separação, anunciada em 2025, Virginia permaneceu na mansão, enquanto Zé Felipe passou a morar em outro imóvel no mesmo condomínio.

Justiça ainda analisa a ação

O processo tramita no TJDFT e, conforme informações divulgadas pelo O Popular, ainda estava em fase inicial. A juíza responsável solicitou que a empresa justificasse a escolha do Distrito Federal para ajuizar a ação, considerando que os réus residem em Goiânia.

Até as últimas atualizações das reportagens consultadas, não havia defesa apresentada por Virginia ou Zé Felipe. Os veículos informaram que procuraram as assessorias dos artistas, mas não obtiveram manifestação até o fechamento das publicações.

A existência da ação não significa que a Justiça tenha reconhecido a dívida ou definido a responsabilidade de cada envolvido. Os documentos, os pagamentos eventualmente realizados e as manifestações das partes ainda deverão ser examinados.

Documentação é essencial em obras residenciais

O caso também chama a atenção para a importância da formalização de contratos e etapas de execução em obras de imóveis residenciais, inclusive em condomínios de alto padrão.

Contratos detalhados, aditivos assinados, notas fiscais, comprovantes de pagamento e termos de entrega ajudam a estabelecer o que foi contratado, quais serviços foram executados e quem responde por cada obrigação.

Em reformas e construções, a organização documental reduz divergências entre proprietários, empresas prestadoras e profissionais responsáveis pelo acompanhamento dos trabalhos. Quando surgem questionamentos sobre valores ou execução, esses registros podem ser fundamentais para esclarecer as responsabilidades.

A disputa envolvendo a mansão em Goiânia ainda depende de análise judicial. Até que haja uma decisão, as alegações de inadimplência devem ser tratadas como afirmações da empresa autora do processo, sem antecipar qualquer conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos.