Fogos lançados de apartamento viram caso policial em SC
Disparo de artefatos pirotécnicos em varanda de imóvel ligado ao empresário influenciador Toguro mobilizou a PM e resultou em termo por perturbação do sossego em condomínio da Avenida Atlântica

Um vídeo que circula nas redes sociais e registros de vizinhos em um edifício residencial de Balneário Camboriú (SC) transformou-se em ocorrência policial depois que artefatos pirotécnicos foram lançados a partir da sacada de um apartamento na Avenida Atlântica.
Segundo a Polícia Militar, a corporação foi acionada por moradores do condomínio que relataram barulho excessivo e risco associado aos fogos de artifício sendo disparados diretamente da varanda do imóvel. As denúncias foram confirmadas com base em relatos de testemunhas e em vídeos que registraram o momento da queima dos artefatos.
O responsável pelo apartamento, identificado como administrador dos negócios do influenciador digital e empresário conhecido como Toguro, admitiu à polícia que os fogos haviam sido utilizados no local. Durante a abordagem, os policiais também encontraram mais de dez pessoas no interior do imóvel.
A situação se agravou quando um dos presentes teria reagido à presença policial, questionando a legalidade da ação e desobedecendo ordens diretas dos agentes, o que fez com que a abordagem precisasse progredir com o uso de algemas para garantir a segurança da equipe e das demais pessoas envolvidas.
Diante dos fatos, a Polícia Militar lavrou um termo circunstanciado por perturbação do sossego, ação que pode ter desdobramentos legais conforme as normas municipais e o Código Penal brasileiro. Os artefatos pirotécnicos foram apreendidos pela corporação, que também frisou o perigo de utilizar esse tipo de equipamento em áreas residenciais, especialmente em edificações densamente habitadas.
Autoridades de segurança alertam que fogos de artifício disparados de sacadas ou ambientes fechados representam riscos significativos: além de perturbar a tranquilidade dos moradores, podem causar incêndios, danos estruturais e ferimentos graves devido ao confinamento e proximidade de materiais inflamáveis.
O caso reacende a discussão sobre a responsabilidade dos moradores e síndicos em coibir práticas que colocam em risco a segurança coletiva dentro de condomínios residenciais. Especialistas em gestão condominial e direito apontam que, além das normas de convivência, a legislação penal e civil pode ser acionada para responsabilizar os envolvidos e prevenir que situações semelhantes se repitam.
Fonte: ND Mais