Verticalização das cidades pressiona gestão condominial e impulsiona demanda por crédito especializado
Crescimento dos condomínios nas metrópoles exige profissionalização, tecnologia e soluções financeiras sob medida para garantir equilíbrio de caixa e eficiência na administração.

O fenômeno da verticalização urbana vem transformando a vida nas metrópoles brasileiras e trazendo novos desafios para a gestão condominial. De acordo com o Censo Condominial 2024/2025, o país já soma mais de 520 mil condomínios ativos, que impactam diretamente a vida de cerca de 80 milhões de brasileiros.
Concentrados principalmente em regiões metropolitanas, os condomínios assumem estruturas cada vez maiores, com mais moradores, demandas complexas e orçamentos robustos. Essa realidade exige não apenas síndicos preparados, mas também administradoras profissionalizadas e soluções financeiras específicas.
“O condomínio deixou de ser apenas um espaço de moradia. Hoje funciona como uma pequena organização, com orçamento, folha de pagamento, fornecedores, cobrança e prestação de contas. Isso demanda preparo técnico e, sobretudo, estrutura financeira adequada”, explica Marcelo Assunção, CEO da Wohpag e especialista em soluções financeiras para o setor condominial.
Segundo ele, a inadimplência é um dos maiores fatores de risco para o equilíbrio de caixa dos prédios, que também precisam lidar com custos operacionais elevados, manutenções, obras estruturais e investimentos em segurança e sustentabilidade. Nessas situações, o crédito condominial tem se tornado essencial.
A modalidade, que cresce de forma acelerada no mercado imobiliário, permite que condomínios financiem desde pequenas reformas até grandes obras, como a troca de sistemas elétricos e hidráulicos, a instalação de placas solares ou a adaptação de áreas comuns.
“Sem acesso a crédito e ferramentas de gestão integrada, o risco de colapso financeiro é real, especialmente em prédios de grande porte”, alerta Assunção.
Além do crédito, outras soluções vêm ganhando força, como plataformas bancárias exclusivas para administradoras, cobrança automatizada, antecipação de recebíveis e sistemas de conciliação bancária. Essas ferramentas reduzem custos, eliminam etapas burocráticas e oferecem mais controle para síndicos e gestores.
A própria Wohpag nasceu com esse propósito: simplificar a relação entre condomínios e o sistema financeiro, apostando em tecnologia e em um atendimento consultivo que fortalece o elo entre administradoras, síndicos e moradores.
A expectativa é que o processo de verticalização continue nas capitais brasileiras, ampliando o número de condomínios e, consequentemente, a pressão por eficiência, planejamento e inovação. Para Assunção, o futuro da gestão condominial será marcado por uma “revolução silenciosa”, puxada pela tecnologia, pelos dados e pelo acesso a serviços financeiros mais justos e adequados.
Fonte: Jornal do Brás