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Tecnologia ajuda, mas exige atenção

Especialistas alertam que câmeras, portarias remotas e reconhecimento facial são importantes, mas precisam ser aliados a protocolos e conscientização

Tecnologia reforça segurança em condomínios, mas não substitui atenção dos moradores
Foto: Imagem ilustrativa

Tecnologia reforça segurança em condomínios, mas não substitui atenção dos moradores

A evolução tecnológica transformou a segurança dos condomínios nos últimos anos. Recursos como reconhecimento facial, portarias remotas, câmeras inteligentes e sistemas digitais de controle de acesso passaram a fazer parte da rotina de milhares de empreendimentos em todo o país. No entanto, especialistas alertam que esses equipamentos, por si só, não garantem a proteção dos moradores.

O tema voltou ao debate após recentes ocorrências de furtos e invasões em condomínios, nas quais as investigações apontaram que muitas ações criminosas ocorreram não pela ausência de tecnologia, mas por falhas humanas e pelo descumprimento dos protocolos de segurança.

Tecnologia amplia a proteção

Entre as soluções mais utilizadas atualmente estão sistemas de reconhecimento facial, aplicativos de acesso, portarias remotas, monitoramento por câmeras e controle eletrônico de visitantes.

Esses recursos tornam o controle de entrada mais eficiente, aumentam a rastreabilidade dos acessos e contribuem para uma resposta mais rápida diante de situações suspeitas.

Moradores continuam sendo peça-chave

Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas destacam que o comportamento dos moradores ainda representa um dos principais fatores para o sucesso da segurança condominial.

Permitir a entrada de desconhecidos, compartilhar senhas, liberar visitantes sem confirmação ou ignorar os procedimentos internos pode comprometer todo o sistema de proteção do condomínio, independentemente da tecnologia instalada.

Porteiro ou portaria remota?

A modernização também trouxe mudanças no modelo de operação das portarias. Enquanto muitos condomínios optam pela portaria remota em busca de praticidade e redução de custos, outros moradores ainda valorizam a presença de um porteiro presencial pela capacidade de identificar comportamentos suspeitos e prestar atendimento imediato.

Especialistas ressaltam que não existe uma solução única. A escolha deve considerar as características de cada empreendimento, sempre acompanhada de procedimentos claros e treinamento adequado.

Síndicos devem investir em protocolos

Além da adoção de equipamentos modernos, síndicos e administradoras precisam estabelecer regras bem definidas para controle de acesso, cadastro de visitantes, entrada de prestadores de serviço e recebimento de entregas.

Treinamentos periódicos com funcionários e campanhas de conscientização junto aos moradores também são considerados medidas essenciais para fortalecer a segurança do condomínio.

Segurança é responsabilidade de todos

Especialistas e autoridades reforçam que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir riscos. A combinação entre tecnologia, procedimentos eficientes e comportamento responsável dos moradores forma a base de uma segurança condominial eficaz.

A mensagem é clara: equipamentos modernos ampliam a proteção, mas a participação ativa de síndicos, colaboradores e condôminos continua sendo indispensável para evitar falhas que possam ser exploradas por criminosos.

Fonte: Tarobá