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Taxa de condomínio no Rio cresce 11,7% em 2025

Levantamento aponta que o reajuste superou a inflação e destaca variações regionais no mercado condominial, impactando orçamento e gestão predial

Taxa de condomínio no Rio de Janeiro sobe em média 11,7% em 2025 e fica entre as maiores do país
Foto: Imagem ilustrativa

O Estado do Rio de Janeiro registrou uma das maiores altas nas taxas de condomínio no Brasil em 2025, com um reajuste médio de 11,7% em relação ao ano anterior, posição que o coloca como o segundo estado com maior aumento no país, segundo um levantamento divulgado por plataforma especializada em soluções para o mercado imobiliário.

De acordo com os dados, o valor médio da taxa condominial no Rio passou de R$ 764 para R$ 853,30 em 12 meses, superando significativamente a inflação acumulada no país e impactando diretamente o orçamento mensal dos moradores de edificações residenciais.

Especialistas apontam que a variação nos custos está associada aos perfís distintos de moradias no estado, com áreas como a Zona Sul da capital registrando condomínios menores, porém com taxas mais elevadas, enquanto em regiões como a Zona Sudoeste, o grande número de torres e serviços prestados também pressiona o valor final da taxa condominial.

No ranking nacional de reajustes, o Maranhão lidera com alta média de 16%, seguido pelo Rio de Janeiro com 11,7%. Outros estados como Tocantins, Alagoas e Piauí também figuram entre os cinco com maiores aumentos, refletindo um cenário de custos condominiais em ascensão em diferentes regiões do país.

Esse aumento nos custos vai além das despesas básicas de manutenção predial, abrangendo serviços essenciais como segurança, limpeza, elevadores e iluminação, exigindo dos gestores condominiais um planejamento financeiro mais rigoroso e estratégias para equilíbrio orçamentário ao longo do ano.

Especialistas em gestão condominial alertam que altas expressivas nas taxas podem aumentar a pressão sobre fundos de reserva, elevar a inadimplência e complicar a gestão financeira dos empreendimentos, deixando síndicos e conselhos diante de desafios para manter a sustentabilidade das operações e a qualidade de vida dos moradores.

O cenário de reajuste também reforça a necessidade de transparência na comunicação com os condôminos, bem como a adoção de práticas administrativas eficientes para mitigar o impacto dos custos crescentes e evitar conflitos internos.

Fonte: Tempo Real RJ