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Suspeito pode ser preso se entrar em condomínio

Investigado foi flagrado observando uma vizinha pela janela e está proibido de se aproximar da vítima após medida protetiva

Suspeito de importunação sexual pode ser preso se entrar em condomínio em Feira de Santana
Foto: Reprodução

Um homem investigado por importunação sexual em um condomínio no bairro Aviário, em Feira de Santana (BA), poderá ser preso caso descumpra a medida protetiva de urgência concedida em favor da vítima. A determinação impede que o suspeito se aproxime da mulher e também que entre no residencial onde ela mora.

O caso ocorreu na sexta-feira (7), quando o homem teria sido flagrado observando a vizinha pela janela enquanto praticava ato de natureza sexual. A situação foi testemunhada por outra moradora, cuja residência fica em frente à da vítima, e também registrada por câmeras de segurança.

Medida protetiva impede acesso ao condomínio

Segundo a delegada Lorena Almeida, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a Polícia Civil ouviu a vítima, analisou as imagens de segurança, ouviu testemunhas e também tomou o depoimento do investigado.

Após a apuração, foi solicitada a medida protetiva de urgência, que já foi concedida e comunicada ao suspeito.

“Essa medida já foi concedida, então ele não pode se aproximar dela. Ele já recebeu a intimação da medida protetiva, já está valendo, ele está ciente disso, que ele não pode, inclusive, ingressar no condomínio, porque a casa dele fica na mesma rua da vítima. Eles são vizinhos da mesma rua, não se opôs à medida protetiva e afirma que irá cumprir, até porque o descumprimento da medida protetiva é uma causa de prisão”, explicou a titular da Deam.

Investigado não foi preso em flagrante

Apesar da gravidade da ocorrência, o homem não foi preso no momento do fato.

A delegada esclareceu que, naquele momento, não estavam presentes os requisitos necessários para a prisão em flagrante. Entretanto, a situação poderá mudar caso o investigado descumpra as determinações judiciais ou pratique novas condutas.

“Ele não foi preso no momento, mas nada impede que ele venha a ser preso: um deles seria, por exemplo, o descumprimento de medida protetiva, se ele vier a deixar de responder algum chamado da justiça durante o processo, se ele vier a praticar algum ato dessa mesma natureza, ameaçar ou intimidar a vítima ou alguma testemunha do caso. Caso ele preencha algum desses requisitos, com certeza ele será preso.”

Suspeito negou a prática

Durante o depoimento prestado à Polícia Civil, o investigado negou ter cometido a importunação sexual.

Segundo a delegada, ele afirmou que estaria apenas passando pelo local e que não teria praticado qualquer ato libidinoso.

A versão, porém, foi confrontada com as imagens obtidas durante a investigação.

“Ele falou que estava apenas passando pelo local e não chegou a praticar nenhum tipo de ato libidinoso, mas quando nós recolhemos as imagens das câmeras, nós visualizamos claramente que ele praticou o ato, inclusive, temos uma testemunha que viu ele fazer isso. (…) A testemunha estava na residência dela e quando ela chegou na janela para fechar e ir dormir, ela o viu fazer isso e nós já ouvimos essa testemunha também.”

Câmeras registraram movimentação

As imagens analisadas pela Deam tiveram papel importante na investigação.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria passado cerca de oito vezes em frente à janela da vizinha na mesma noite.

A existência das gravações, somada ao relato da testemunha, contribuiu para a apuração do caso e para a adoção da medida protetiva.

Segurança condominial ganha atenção

O episódio também evidencia a importância dos sistemas de segurança em condomínios para o registro de ocorrências e a proteção dos moradores.

Câmeras instaladas em áreas comuns podem auxiliar na identificação de movimentações suspeitas e fornecer registros que posteriormente sejam solicitados pelas autoridades.

No entanto, a utilização desses equipamentos deve respeitar as regras aplicáveis à privacidade e à proteção de dados dos moradores.

Medidas preventivas são importantes

Casos envolvendo ameaças, perseguição ou importunação sexual exigem atenção por parte da administração condominial.

Síndicos, funcionários e moradores devem saber como proceder diante de situações que possam representar risco à integridade de qualquer pessoa dentro ou nas proximidades do condomínio.

A orientação é evitar confrontos diretos e, diante de uma situação de risco, acionar as autoridades competentes.

Medida judicial deve ser respeitada

No caso de Feira de Santana, a determinação judicial estabelece uma restrição específica ao investigado, que não pode se aproximar da vítima nem ingressar no condomínio.

O eventual descumprimento da medida poderá resultar em prisão, conforme esclarecido pela delegada responsável pela investigação.

A situação reforça que medidas protetivas possuem consequências jurídicas e devem ser integralmente observadas.

Inquérito foi concluído

A Polícia Civil informou que o inquérito foi concluído após a coleta dos depoimentos, análise das imagens e demais providências investigativas.

O caso segue agora dentro dos procedimentos legais cabíveis, enquanto o investigado permanece sujeito às determinações estabelecidas pela medida protetiva.

Até o momento, a defesa ou manifestação posterior do investigado não foi apresentada na reportagem consultada.

Condomínios devem estar preparados

O episódio reforça a necessidade de os condomínios manterem protocolos de segurança e atendimento a situações de risco, especialmente quando há conflitos entre moradores.

Além do controle de acesso e do monitoramento por câmeras, a administração deve manter funcionários orientados sobre como agir diante de ocorrências que envolvam ameaça, perseguição ou violência.

A atuação deve priorizar a segurança das pessoas e o acionamento dos órgãos responsáveis.

Segurança vai além do controle de acesso

A proteção dos moradores não depende apenas de portões, câmeras e sistemas eletrônicos.

A existência de procedimentos claros para situações de emergência, canais de comunicação e orientação aos funcionários também integra uma política eficiente de segurança condominial.

O caso de Feira de Santana demonstra ainda como registros realizados dentro ou nas proximidades do condomínio podem contribuir para o esclarecimento de uma ocorrência.

Caso reforça atenção à convivência condominial

O episódio mostra que situações envolvendo moradores podem ultrapassar os limites de um simples conflito de vizinhança e exigir intervenção das autoridades.

Para síndicos e administradores, a principal preocupação deve ser preservar a segurança dos residentes, respeitar determinações judiciais e colaborar com as autoridades quando houver solicitação formal.

A ocorrência também reforça a importância de uma gestão condominial atenta aos riscos que podem afetar a integridade física e emocional dos moradores.

Fonte: ACORDA CIDADE