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Investigação por possível envenenamento de animal em condomínio

Polícia Civil apura caso de maus-tratos contra animal após ração suspeita ser encontrada na porta de residência em condomínio no Jardim Itaipu

Suspeita de tentativa de envenenamento de animal em condomínio de Marília é investigada
Foto: Imagem ilustrativa

A Polícia Civil de Marília (SP) investiga um caso de possível tentativa de envenenamento de animal ocorrido na noite desta segunda-feira (5) em um condomínio residencial no bairro Jardim Itaipu. O episódio foi registrado após uma denúncia feita por uma testemunha que encontrou um pote de ração suspeito em frente à sua residência e passou a desconfiar de maus-tratos direcionados a um animal doméstico.

Segundo o relato, a ração deixada na porta apresentou sinais visíveis de bolor e continha uma substância de aspecto gelatinoso escondida entre os grãos, levantando a hipótese de contaminação intencional. A suspeita ganhou força após a dona do animal relatar episódios recentes de vômitos e regurgitação por parte de sua gata, o que gerou preocupação sobre um possível envenenamento.

Com receio pela saúde do animal, a testemunha recolheu o material e o apresentou às autoridades policiais. As amostras foram coletadas e serão encaminhadas para exame pericial, com o objetivo de verificar a presença de substâncias tóxicas ou agentes que possam ter causado intoxicação.

O caso foi registrado como crime ambiental, previsto na legislação que trata de abuso, maus-tratos e envenenamento de animais — condutas que podem resultar em pena de reclusão, multa e até a proibição da guarda do animal pelo responsável, conforme previsto na lei brasileira de proteção à fauna.

Situações envolvendo possíveis envenenamentos em condomínios têm chamado a atenção de moradores e especialistas em gestão condominial e proteção animal, que ressaltam a importância da vigilância e da comunicação imediata com as autoridades diante de qualquer sinal de agressão ou risco à saúde dos animais de estimação. Protocolos internos, como monitoramento por câmeras e orientações sobre convivência responsável, também são ferramentas recomendadas para prevenção de incidentes.

A investigação segue em andamento, e a perícia deverá indicar se substâncias tóxicas estavam presentes na ração suspeita, o que poderá ampliar o escopo das apurações e definir eventuais responsabilidades criminais pelos maus-tratos ao animal.

Fonte: Marília Notícias