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Síndico renuncia após protestos no condomínio em Anápolis

Gestor do Torres do Mirante deixa o cargo após meses de impasse com moradores por dívida, cobranças e questionamentos sobre transparência e gestão financeira

Síndico renuncia após protestos e crise administrativa em condomínio de Anápolis (GO)
Foto: Foto: Reprodução

O síndico do Condomínio Torres do Mirante, em Anápolis (GO), anunciou nesta quinta‑feira (5) sua renúncia ao cargo, após meses de conflitos com moradores que vinham questionando a gestão administrativa e financeira do empreendimento residencial localizado na Vila Jaiara. A decisão do gestor acontece em meio à intensificação de protestos e impasses institucionais que marcaram a administração no início de 2026.

O empresário Randerson Aguiar entregou o cargo alegando uma escalada de “hostilizações, ataques e perseguições”, incluindo ameaças veladas e campanhas difamatórias que, segundo ele, ultrapassaram os limites da convivência condominial e colocaram em risco a integridade de sua equipe. Aguiar defendia que sua administração estava em conformidade orçamentária e que repetidas assembleias haviam aprovado contas anteriores à atual gestão.

A saída do gestor ocorre meses após uma assembleia realizada em 26 de julho de 2025, na qual uma ampla maioria de condôminos votou pela sua destituição diante de alegações de dívidas acumuladas, ausência de fundo de reserva e supostas irregularidades na condução da gestão financeira do condomínio. Mesmo com essa decisão unânime, a troca na administração não havia sido efetivada por dificuldades no registro da ata em cartório, o que gerou um imbróglio jurídico e resistência institucional.

Moradores haviam reivindicado o afastamento de Aguiar também por acusações de falta de transparência, aplicação de multas consideradas abusivas e realização de obras sem aprovação em assembleias, fatores que motivaram protestos públicos recentes. A pressão popular refletiu um clima de insatisfação que se estendeu por meses e culminou na renúncia do gestor antes do término formal do mandato, previsto para o final de fevereiro de 2026.

Especialistas em direito condominial destacam que a renúncia de um síndico em meio a um conflito dessa natureza ressalta a importância do devido processo de destituição em assembleia regular, do registro documental perante cartório e da clara prestação de contas para evitar erosão da confiança entre condôminos e administradores. O episódio evidencia ainda fragilidades na governança condominial quando instrumentos legais e administrativos não são operacionalizados de forma eficaz.

A atuação de órgãos e procedimentos formais, como convocação de assembleias, elaboração de atas e registros cartoriais, é essencial para assegurar a transição de gestão e a legitimidade das decisões tomadas pela coletividade condominial, garantindo a segurança jurídica e a convivência harmoniosa em empreendimentos residenciais de grande porte.

Fonte: Portal 6