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Síndico ameaça voltar ao cargo em Anápolis

Ex-gestor alega ilegalidades e condiciona retorno à inexistência de comissão para novas eleições

Síndico que renunciou após protestos em Anápolis ameaça retomar cargo em 48 h
Foto: Imagem Reprodução

A crise na gestão do Condomínio Torres do Mirante, em Anápolis (GO), ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (6), dias após a renúncia pública de seu então síndico, Randerson Aguiar Pereira. Em comunicado interno, o ex-gestor afirmou que pretende retornar imediatamente ao cargo caso uma comissão provisória para organizar novas eleições não seja instituída no prazo improrrogável de 48 horas.

A renúncia havia sido anunciada em meio a intensos protestos de moradores e controvérsias administrativas que têm marcado a rotina do condomínio. O ex-síndico alega que “ilegalidades estariam em curso” na transição da administração e que decisões recentes do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), inicialmente desfavoráveis a ele, não teriam transitado em julgado, o que sustentaria legalmente sua intenção de retornar.

No comunicado, Randerson afirma também que o novo administrador — eleito em assembleia que teria definido síndico, subsíndico e membros do conselho com unanimidade de votos de 122 moradores — não possui “legitimidade” para conduzir a gestão, reforçando que sua renúncia estaria condicionada à formação de uma representação legalmente constituída pelos proprietários.

Moradores ouvidos pela reportagem, contudo, apontam que a chapa eleita foi deliberada conforme os mecanismos previstos em assembleia, em substituição ao gestor cuja destituição havia sido pleiteada anteriormente pelos condôminos em razão de conflitos internos e questionamentos sobre transparência na condução administrativa.

Especialistas em gestão condominial observam que episódios desse tipo destacam a importância de seguir à risca as normas internas, a convenção e o regulamento interno, bem como obedecer aos trâmites legais para destituição e eleição de síndico. A atuação judicial em disputas administrativas pode prolongar conflitos e gerar insegurança jurídica ao condomínio, impactando desde a prestação de contas até o funcionamento das áreas comuns e convívio entre os moradores.

O caso em Anápolis evidencia os desafios de governança em empreendimentos com grande número de unidades, onde a participação ativa dos condôminos, a transparência e o respeito às regras coletivas são fundamentais para evitar crises prolongadas e assegurar a estabilidade da administração predial.

Fonte: Portal 6