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Morte de síndico condenado em presídio

Valter Pereira Júnior, preso pelo assassinato da vizinha por vingança, morre na cela; circunstâncias sob investigação

Síndico que matou vizinha em Betim por vingança morre em presídio

Valter Pereira Júnior, de 45 anos, estava detido desde o dia 2 de outubro de 2022; ele foi achado caído na cela por policiais penais

O síndico de um prédio que assassinou a tiros a vizinha, a professora Dilene Pereira dos Santos, de 48 anos, por vingança, no bairro Jardim Petrópolis, em Betim, na região metropolitana de BH, em 1º de outubro de 2022, e que foi condenado a 21 anos de prisão pelo homicídio dela, morreu no presídio de Nova Lima, no último dia 4.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), à reportagem de O Tempo Betim, nesta terça-feira (12). Valter Pereira Júnior, de 45 anos, estava detido desde o dia 2 de outubro de 2022.

Segundo a pasta, policiais penais foram acionados por presos de uma cela do presídio para prestar socorro a Júnior, que estava caído. Ele recebeu os primeiros atendimentos pela enfermeira da unidade e, em seguida, pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito.

"Informamos que entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro, após queixar-se de mal-estar, o preso foi encaminhado para o Hospital Nossa Senhora de Lourdes, medicado e liberado. De volta à unidade prisional, recebeu atendimento psiquiátrico e foi encaminhado para a Unidade de Pronto-Atendimento, onde foi internado, medicado, liberado e encaminhado para o Caps (Centro de Atenção Psicossocial). No Caps, foi encaminhado novamente para a UPA devido a febre e instabilidade hemodinâmica. Mais uma vez ele foi medicado e liberado, sem mais alegações", declarou a Sejusp, em nota.

O órgão informou ainda que um boletim de ocorrência foi lavrado sobre a morte de Júnior, mas declarou que ainda não é possível informar o motivo da morte.

O CRIME

Valter Júnior assassinou Dilene por vingança. Os dois moravam no mesmo edifício e a vítima questionou as contas do condomínio no período em que ele era síndico. Júnior teria decidido matar Dilene após receber uma intimação da Justiça. Testemunhas contaram à polícia na época que ele, inclusive, a ameaçou dias antes do crime.

No dia do assassinato, Dilene fazia o jantar para os três filhos – o rapaz de 21 anos, o filho mais velho, de 23, e a caçula, uma adolescente de 14 anos – e a mãe, uma idosa de 74 anos que dependia da professora –, quando teve a residência arrombada por Júnior.

O homem foi até a cozinha e a baleou com cinco tiros. Em seguida, fugiu armado em um carro e foi localizado e preso horas depois em Nova Lima, na Grande BH. A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos.

Fonte: O Tempo.