Síndico é preso suspeito de assédio sexual em condomínio
Segundo relatos, mulher já havia comunicado episódios anteriores à empresa e foi abordada pelo suspeito enquanto estava sozinha no condomínio

Síndico é preso em flagrante após denúncia de assédio contra prestadora de serviços em Campina Grande
O síndico e professor de História Tiago Trindade foi preso em flagrante na terça-feira (25), em Campina Grande, suspeito de assediar e tentar beijar à força uma prestadora de serviços dentro do condomínio onde exercia a função de síndico e também residia.
Segundo as informações divulgadas, a trabalhadora já havia comunicado à empresa responsável por sua contratação que vinha sendo alvo de abordagens atribuídas ao suspeito. Os relatos incluíam mensagens, conversas e tentativas de permanecer sozinho com ela. A prestadora teria reunido registros dessas situações e pretendia comparecer à delegacia com representantes da empresa, ainda naquela manhã, para formalizar a denúncia.
Antes disso, por volta das 9h30, o síndico teria abordado a mulher enquanto ela estava sozinha no condomínio. Conforme o relato, ele tentou segurá-la e beijá-la contra a vontade. A vítima gritou por socorro, mobilizando funcionários da empresa prestadora e do próprio condomínio.
A Polícia Militar foi acionada, mas o suspeito teria deixado o residencial antes da chegada dos agentes. Após diligências, os policiais localizaram Tiago em outro endereço e efetuaram a prisão em flagrante.

De acordo com a reportagem do Blog do Márcio Rangel, a audiência de custódia estava prevista para a tarde desta quarta-feira (26), quando a Justiça analisaria a manutenção da prisão ou a possibilidade de o investigado responder em liberdade. O resultado da audiência ainda não constava no conteúdo consultado.
Após a prisão, Tiago comunicou à administração do condomínio que deixaria o cargo de síndico. O caso permanece sob investigação e as acusações ainda serão submetidas à análise judicial. Até o momento, não há condenação, devendo ser preservados o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência. O material divulgado também não apresenta manifestação da defesa do investigado.
O episódio reforça a necessidade de condomínios e empresas terceirizadas estabelecerem canais seguros de denúncia, protocolos de proteção aos trabalhadores e procedimentos para preservação de mensagens, imagens e outros elementos que possam auxiliar as autoridades. Informações não confirmadas sobre possíveis outros episódios não devem ser tratadas como fatos.
Mulheres vítimas de assédio, importunação sexual ou outras formas de violência devem procurar as autoridades competentes. Denúncias e orientações também podem ser obtidas pelo Disque 180, inclusive de forma anônima.
O portal mantém o espaço aberto para manifestação da defesa do acusado e atualizará a matéria caso sejam apresentados esclarecimentos ou novos desdobramentos oficiais.
Fonte: Márcio Rangel