Síndico do Edifício Copan há mais de 30 anos, Affonso Celso Prazeres de Oliveira morre aos 86 em São Paulo
Morador histórico do Copan desde 1963, Affonso Celso marcou a gestão do edifício mais icônico da capital paulista e se tornou referência nacional em administração condominial

Morreu na manhã deste domingo (21), em São Paulo, Affonso Celso Prazeres de Oliveira, síndico do Edifício Copan há mais de 30 anos. Aos 86 anos, ele era considerado uma das figuras mais emblemáticas da gestão condominial no Brasil. A causa da morte não foi divulgada.
Affonso Celso vivia no Copan desde 1963, acompanhando de perto a transformação do edifício projetado por Oscar Niemeyer em um dos maiores símbolos arquitetônicos e urbanos da capital paulista. Três décadas depois de se tornar morador, foi convidado a assumir a sindicância do prédio — função que exerceu de forma contínua até sua morte.
Ao longo de mais de 30 anos à frente da administração, Affonso se destacou pela condução firme e técnica de um condomínio considerado um dos mais complexos do país, com milhares de moradores, unidades residenciais e comerciais. Sua atuação contribuiu para a preservação do patrimônio arquitetônico, a organização da gestão financeira e a manutenção do Copan como referência nacional em administração predial.
Conhecido por sua memória afiada e profundo conhecimento da história do edifício, Affonso Celso colecionava relatos sobre os desafios e curiosidades do Copan. Em abril de 2023, concedeu entrevista ao g1, na qual relembrou episódios marcantes da vida condominial e da convivência em um dos prédios mais famosos do Brasil.
O velório será realizado neste domingo, das 19h à meia-noite, no Funeral Home, localizado na Rua São Carlos do Pinhal, 276, no bairro Bela Vista, região central de São Paulo. A cremação está marcada para esta segunda-feira, às 13h, na Vila Alpina.
A morte de Affonso Celso Prazeres de Oliveira representa uma perda significativa para o universo condominial e para a história do Copan, encerrando um ciclo marcado por dedicação, experiência e profundo vínculo com o edifício que ajudou a administrar e preservar por décadas.
Fonte: G1