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Síndico agride moradora em condomínio de luxo em Manaus

Tenente do Corpo de Bombeiros, que atuava como síndico, é acusado de agredir moradora após desentendimento sobre obra fora do horário permitido

Síndico do Condomínio Forest Hill agride moradora durante discussão em Manaus
Foto: Imagem ilustrativa

O condomínio de luxo Forest Hill, localizado nas proximidades da Avenida Torquato Tapajós, em Manaus (AM), voltou a ser cenário de tensão e violência na noite desta quinta-feira (16). O síndico do local, tenente Antônio Ferreira de Oliveira Júnior, oficial do Corpo de Bombeiros do Amazonas, foi acusado de agredir fisicamente a moradora Gisele Martins após uma discussão acalorada sobre o descumprimento das regras internas do residencial.

De acordo com relatos de testemunhas, o conflito teve início por volta das 18h20, quando alguns condôminos questionaram o síndico a respeito de uma obra que estaria sendo realizada fora do horário permitido pelo regimento interno. Ao ser interpelado, o tenente teria reagido com ironias e deboche, o que elevou o tom da discussão.

A moradora Gisele Martins, acompanhada do marido, tentou intervir pedindo respeito às normas e mais diálogo, mas acabou se tornando o alvo da agressão. Testemunhas afirmam que o síndico, mesmo fardado e fora do horário de serviço, partiu para cima da mulher e a agrediu fisicamente diante de outros moradores.

O episódio foi registrado em vídeo por vizinhos e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, gerando ampla indignação entre os condôminos. A vítima procurou a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), onde formalizou o boletim de ocorrência e denunciou o caso.

Moradores afirmam que este não é o primeiro episódio de conduta agressiva do síndico. O nome de Antônio Júnior já havia sido citado anteriormente em polêmicas envolvendo comentários ofensivos a moradores da zona leste de Manaus, o que reforça o clima de insatisfação e insegurança entre os condôminos.

O fato de o síndico estar usando farda militar durante a agressão também levantou questionamentos sobre a conduta ética e disciplinar de um servidor público fora do exercício da função. O caso pode ter desdobramentos administrativos dentro do Corpo de Bombeiros do Amazonas, além das medidas judiciais cabíveis.

“Estamos cansados de viver com medo. Queremos um síndico que represente os moradores, não que os intimide”, desabafou uma moradora que presenciou a cena e preferiu não se identificar.

Enquanto as investigações seguem, o clima no Forest Hill é de revolta e apreensão. Moradores exigem providências imediatas, transparência nas apurações e garantias de segurança dentro do próprio condomínio — um espaço que deveria representar tranquilidade, mas que se transformou em palco de mais um episódio de violência condominial.

O Corpo de Bombeiros do Amazonas e as autoridades policiais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.

Fonte: CM7