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Síndico preso por crime ambiental em Maceió

Administrador condominial foi preso em flagrante por crime ambiental em investigação conjunta da Polícia Civil e órgãos ambientais após tubulação clandestina despejar esgoto sem tratamento em área natural e no Rio Jacarecica

Síndico de condomínio em Maceió é detido por crime ambiental após lançamento irregular de esgoto no rio Jacarecica
Foto: Foto: Reprodução

Em uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Alagoas e órgãos ambientais municipais, o síndico de um condomínio residencial no bairro São Jorge, em Maceió (AL), foi detido em flagrante por crime ambiental após ser identificado despejo irregular de esgoto doméstico em área natural e no Rio Jacarecica. A ação teve apoio técnico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (SEDET) e mobilizou equipes da Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal (DCAPA).

A investigação começou a partir de fiscalizações de rotina, que detectaram uma tubulação clandestina instalada na fossa do condomínio, desviando o esgoto sem qualquer tratamento para a galeria de águas pluviais com destino ao Rio Jacarecica. Técnicos ambientais realizaram testes com corante vermelho, comprovando o lançamento irregular na área de mata adjacente ao empreendimento.

O despejo de esgoto doméstico em corpos hídricos ou áreas naturais, sem tratamento adequado, configura uma infração ambiental grave, com potencial de causar danos significativos ao ecossistema aquático e à fauna e flora locais. Laudos técnicos apontaram contaminação ambiental na foz do rio, com indícios de presença de coliformes termotolerantes e parâmetros alterados de qualidade da água.

O síndico, de 43 anos, foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foi autuado com base na legislação ambiental vigente. A autoridade judicial determinou a possibilidade de pagamento de fiança, e o acusado responderá ao processo em liberdade, conforme os termos legais.

O episódio gerou preocupação entre moradores e especialistas em meio ambiente, já que a contaminação hídrica pode afetar não apenas ecossistemas naturais, mas também a qualidade de vida das comunidades que dependem desses recursos. A situação destaca a importância de boa governança ambiental por parte de síndicos e gestores condominiais, especialmente em áreas urbanas sensíveis.

Especialistas em gestão condominial e direito ambiental ressaltam que todos os empreendimentos residenciais devem cumprir estritamente as normas de saneamento básico e tratamento de esgoto, além de manter sistemas de drenagem e de fossa séptica ou estação de tratamento em conformidade legal. Violação dessas normas não só pode resultar em penalidades administrativas e criminais, mas também impacta diretamente o meio ambiente e a saúde pública.

O caso também sublinha o papel de fiscalização e monitoramento contínuos por parte de órgãos ambientais e a necessidade de síndicos e administradoras estarem atualizados quanto às exigências legais de proteção ambiental, mitigação de riscos e sustentabilidade na gestão de condomínios.

Fonte: Repórter Máceio