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Síndica agredida por moradoras em samambaia (DF)

Gestora condominial sofreu agressões físicas durante discussão sobre individualização de conta de água e registrou ocorrência policial após tumulto que resultou no cancelamento de vistoria técnica

Síndica relata estar desprotegida após briga com moradoras por conta de água em condomínio no DF
Foto: Foto: Reprodução

Uma discussão interna por causa da individualização da conta de água terminou em violência física e registro policial em um condomínio residencial localizado em Samambaia Norte, no Distrito Federal. O episódio envolveu a síndica do prédio e duas moradoras, mãe e filha, e levantou questionamentos sobre a segurança e a convivência comunitária em ambientes condominiais.

Segundo informações divulgadas, a confusão teve início durante uma vistoria técnica da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), destinada a avaliar a individualização do consumo de água, procedimento que já havia sido aprovado em assembleias e que gerou insatisfação entre algumas unidades.

Imagens de câmeras de segurança do condomínio registraram o momento em que a síndica discutia com a filha de uma das moradoras, quando a mãe, em seguida, teria avançado por trás e agredido a gestora, puxando seu cabelo e desferindo tapas. A agressão continuou no estacionamento, só cessando com intervenção de terceiros.

A síndica relatou que foi atacada pelas costas, teve parte do cabelo arrancado e sofreu ferimentos no rosto, descrevendo-se em situação de vulnerabilidade e “desprotegida” no âmbito do próprio condomínio. O tumulto resultou no cancelamento da vistoria técnica, gerando atraso em um processo de gestão considerado importante para a economia e equidade no consumo de água entre os moradores.

Diante da gravidade dos fatos, a ocorrência foi registrada na 26ª Delegacia de Polícia do DF, onde um processo judicial foi instaurado para apurar as circunstâncias da briga. As moradoras envolvidas alegaram, por sua vez, que a agressão foi mútua e declararam que também buscarão os meios legais para esclarecer o episódio.

O caso expõe desafios frequentes na convivência condominial, em especial quando decisões administrativas, como a individualização de contas, confrontam interesses divergentes entre moradores. Especialistas em gestão condominial destacam que tais medidas devem ser acompanhadas por comunicação clara, mediação de conflitos e protocolos de segurança, de forma a evitar escaladas de tensão que possam resultar em confrontos físicos ou exposição de gestores.

Sob a ótica do direito condominial, a ocorrência reforça que episódios de agressão podem configurar crime e gerar responsabilidade civil e penal, exigindo resposta firme das autoridades e acompanhamento jurídico por parte da administração do condomínio. A segurança dos gestores e a preservação da integridade física de todos os moradores são imperativos que também devem ser considerados nas estratégias de gestão e convivência em condomínios residenciais.

Fonte: R7