Síndica nega desperdício de água
Após acusações de moradores, gestora afirma que água utilizada no jardim é proveniente do lençol freático e segue orientação ambiental para reaproveitamento

A síndica de um condomínio localizado no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia (GO), rebateu as acusações feitas por moradores de que teria mantido uma mangueira ligada por várias horas para encharcar o jardim externo do residencial com o objetivo de afastar cães que passeiam pelo local com seus tutores.
A manifestação ocorre após a repercussão de denúncias que apontavam suposto desperdício de água e possíveis maus-tratos aos animais. A controvérsia envolve o Residencial Liverpool e mobilizou moradores, órgãos de fiscalização e a administração do condomínio.
Síndica nega desperdício de água
Por meio de seu advogado, a síndica afirmou que as denúncias não correspondem à realidade. Segundo a defesa, a água utilizada para irrigar o jardim não é potável, mas proveniente do lençol freático existente no condomínio.
De acordo com o advogado, anteriormente essa água era descartada na rua. Após orientação da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), o condomínio passou a utilizá-la na irrigação do gramado, permitindo que ela retorne ao solo de forma adequada.
A defesa sustenta que não há desperdício de água nem qualquer prática de maus-tratos contra animais.
Moradores questionam prática
A polêmica começou após moradores relatarem que uma mangueira permanecia ligada durante grande parte do dia e da madrugada, mantendo o jardim constantemente encharcado.
Segundo as denúncias, a medida teria como objetivo impedir que cães utilizassem a área durante os passeios. As reclamações foram encaminhadas a órgãos de fiscalização, que deverão analisar a situação.
Defesa cita problemas antigos
Ainda conforme o advogado, o condomínio enfrenta há anos um problema relacionado ao excesso de água proveniente do lençol freático. A solução adotada teria seguido orientação técnica da Amma para destinar essa água à irrigação do jardim, em vez de descartá-la na via pública.
A defesa também alegou que uma moradora de um prédio vizinho costuma permitir que seu animal faça necessidades na calçada e na área gramada do condomínio sem realizar a limpeza, embora a reportagem ressalte que ela não foi a responsável pela denúncia encaminhada ao veículo de comunicação.
Caso gera debate sobre convivência em condomínios
O episódio reacende discussões sobre o uso das áreas externas dos condomínios, a convivência entre moradores e tutores de animais, além da gestão de recursos hídricos e da necessidade de equilibrar bem-estar animal, preservação ambiental e respeito às normas internas.
Enquanto as denúncias são analisadas pelos órgãos competentes, a administração do condomínio mantém o posicionamento de que a irrigação do jardim segue critérios ambientais e não representa desperdício de água.
Fonte: Mais Goiás