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Síndica finge estar morta após ser baleada e jogada em rio

Vítima foi atacada após suspeita infundada de denunciar tráfico de drogas; mãe e filho foram presos, e a polícia procura outro suspeito

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Meyriane da Silva Alves e o filho, Francicso Davi da Silva, foram presos por tentar matar ex-síndica em Pacajus · Foto: Reprodução

Síndica finge estar morta após ser baleada e jogada em rio no Ceará

Vítima foi atacada após suspeita infundada de denunciar tráfico de drogas; mulher apontada como mandante e filho dela foram presos

Uma ex-síndica de 54 anos sobreviveu a uma tentativa de homicídio após ser baleada e jogada em um rio, em Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Para escapar dos criminosos, a mulher fingiu estar morta depois de ser atingida pelos disparos.

O crime aconteceu em 20 de setembro. Segundo informações publicadas pelo jornal O POVO, a vítima foi retirada do apartamento onde morava e levada para uma área nos fundos do residencial, onde foi submetida a uma espécie de julgamento por integrantes de uma facção criminosa.

De acordo com as investigações da Delegacia de Pacajus, os criminosos suspeitavam que a mulher, que já havia exercido a função de síndica, repassava informações sobre atividades do tráfico de drogas às autoridades. A suspeita, porém, não tinha fundamento, conforme informações divulgadas pela investigação.

Vítima fingiu estar morta para sobreviver

Segundo a investigação, pelo menos três suspeitos participaram do chamado “julgamento” da ex-síndica, entre eles Francisco Davi da Silva Bezerra, de 28 anos. Durante o interrogatório, os envolvidos questionaram a mulher sobre uma suposta colaboração com a polícia.

Após concluir o interrogatório, os criminosos fizeram uma chamada de vídeo para Meyriane da Silva Alves, de 43 anos, apontada como mandante do crime. Ela chegou a conversar com a vítima e, na sequência, teria determinado sua morte.

A mulher foi baleada pelos criminosos. Mesmo ferida, fingiu estar morta na tentativa de escapar.

Os suspeitos tentaram efetuar novos disparos, mas a arma falhou. Acreditando que a vítima já estivesse morta, eles a jogaram em um rio e fugiram do local.

Apesar dos ferimentos, a mulher sobreviveu e conseguiu buscar socorro após os criminosos se afastarem. Ela recebeu atendimento médico e foi transferida para o Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza.

Mãe e filho são presos suspeitos do crime

A Polícia Civil prendeu Meyriane da Silva Alves, de 43 anos, apontada como mandante da tentativa de homicídio, e o filho dela, Francisco Davi da Silva Bezerra, de 28 anos, suspeito de participar da execução.

Conforme as informações divulgadas, Meyriane possui passagem pela polícia por tráfico de drogas e é apontada pelas investigações como uma liderança de facção criminosa no condomínio. Já Francisco Davi responde por um crime contra a dignidade sexual e é suspeito de integrar o grupo que participou da execução da ex-síndica.

Os dois foram localizados durante uma festa no próprio residencial onde ocorreu o ataque. Após as prisões, a Justiça manteve as detenções durante as audiências de custódia.

A investigação busca esclarecer a participação individual dos suspeitos e identificar os demais envolvidos. Pelo menos três pessoas teriam participado do chamado “julgamento”, e um terceiro suspeito permanece foragido.

Suspeita de denúncia sobre tráfico teria motivado o ataque

Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado pela desconfiança de que a ex-síndica fornecia informações às forças de segurança sobre a movimentação do tráfico de drogas no residencial e nas áreas próximas.

A suspeita atribuída à vítima pelos criminosos não tinha fundamento, conforme informações divulgadas pela investigação. Ainda assim, ela teria sido submetida ao chamado “julgamento” antes de ser baleada e jogada no rio.

O caso evidencia os riscos enfrentados por moradores e representantes condominiais em locais afetados pela atuação de grupos criminosos. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes da tentativa de homicídio, localizar os suspeitos que ainda não foram presos e apurar a responsabilidade de cada envolvido.