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Síndica denuncia invasão e morte de cadela arremessada do 9º andar em Olinda

Tutora encontrou a rede de proteção cortada após o crime; caso foi registrado em boletim de ocorrência e está sob investigação policial

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Síndica denuncia invasão e morte de cadela em Olinda · Foto: Reprodução

Síndica denuncia invasão de apartamento e morte de cadela arremessada do 9º andar em Olinda

Uma manhã que começou com uma rotina comum de treinos terminou em tragédia para Cristina, conhecida como dona Cris, síndica de um edifício em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (PE). A cadela Liz, uma Shih-tzu de aproximadamente três anos e de estimação de sua filha, morreu após cair da varanda do apartamento da família, em um caso tratado pela tutora como invasão e crueldade contra animal.

O episódio ocorreu no último sábado, quando Cristina saiu de casa nas primeiras horas da manhã para participar de um treino de judô e karatê na região de Aldeia. Antes de sair, ela havia deixado a porta da cozinha encostada e uma panela no fogo.

Enquanto estava fora, a síndica recebeu uma ligação urgente do porteiro. Uma vizinha havia avistado um cachorro pendurado na fachada do edifício e procurado a portaria para alertar sobre a situação.

Minutos depois, o zelador entrou em contato novamente para informar que Liz havia caído do nono andar e estava sem vida no térreo.

Rede de proteção foi encontrada cortada

Desesperada com a notícia, Cristina retornou ao condomínio. Por precaução, subiu ao apartamento acompanhada por um conselheiro e pelo zelador. No imóvel, encontraram um grande rasgo na rede de proteção de um dos quartos, aparentemente feito com um objeto cortante, possivelmente uma faca de serra.

A moradora suspeita que alguém tenha entrado no apartamento pela cozinha, aproveitando-se do fato de a porta estar apenas encostada. Outra hipótese levantada por ela é de que o invasor tenha utilizado as escadas do edifício, em uma área que não possui câmeras de monitoramento.

Segundo o relato da tutora, o suspeito teria seguido até o quarto, cortado a rede de proteção e arremessado o animal. Ela também acredita que a porta do cômodo tenha sido encostada para impedir que Liz retornasse ao interior do apartamento.

A dinâmica do ocorrido e a eventual participação de um invasor, porém, dependem da apuração policial.

Tutora pede justiça pela morte de Liz

Cristina descreveu Liz como uma cadela dócil, que gostava de pessoas e costumava receber os visitantes de maneira afetuosa. A perda do animal causou grande sofrimento à família, que busca respostas sobre o que aconteceu dentro do apartamento.

A tutora acredita que a cadela pode ter se aproximado de quem entrou no imóvel sem demonstrar desconfiança, por seu comportamento receptivo. Em seu desabafo, lamentou que a característica dócil do animal possa ter sido explorada por quem teria cometido o ato.

O caso foi registrado em boletim de ocorrência e está sob investigação da Delegacia de Rio Doce, em Olinda. A tutora espera que as autoridades identifiquem o responsável e esclareçam as circunstâncias da morte de Liz.

Caso chama atenção para a segurança nos condomínios

Além da suspeita de crueldade contra animal, o episódio levanta questões sobre a segurança em edifícios residenciais, especialmente o controle de acesso e o monitoramento das áreas comuns.

A ausência de câmeras em determinados pontos, como escadarias, pode dificultar a identificação de pessoas que circulam pelo prédio. O caso também reforça a importância de avaliar os procedimentos de segurança e as condições de acesso às unidades, sem antecipar conclusões sobre como ocorreu a entrada no imóvel.

A investigação deverá esclarecer a dinâmica dos fatos e apurar eventual responsabilidade criminal. Até o momento, as informações apresentadas correspondem ao relato da tutora, e a autoria do ocorrido permanece sob apuração.