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Servidor da CGU tem medidas protetivas decretadas e é afastado após agressões contra mulher e criança em condomínio

Após divulgação de vídeos de violência em área comum, Justiça impõe restrições ao agressor e governo federal determina abertura de processo para expulsão do servidor público

Servidor da CGU tem medidas protetivas decretadas e é afastado após agressões contra mulher e criança em condomínio
Foto: Foto: Reprodução

A Justiça do Distrito Federal concedeu medidas protetivas de urgência contra o auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) flagrado agredindo uma mulher e uma criança dentro de um condomínio residencial em Águas Claras. O caso, que ganhou grande repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança, também resultou na abertura de procedimento administrativo para apuração de responsabilidade e possível expulsão do servidor público.

De acordo com as informações apuradas, a vítima relatou que o episódio ocorrido no condomínio não foi um fato isolado. Em depoimento, ela afirmou que o agressor já havia cometido violência anteriormente, incluindo agressões físicas contra seu filho durante uma viagem em família. O relato motivou a concessão de medidas protetivas por parte do Judiciário, que determinou o afastamento imediato do agressor, proibindo qualquer tipo de aproximação ou contato com a mulher e a criança.

As medidas também impedem o servidor de frequentar o endereço da vítima, com o objetivo de garantir a integridade física e psicológica da criança. A decisão judicial reforça a gravidade do caso e a necessidade de proteção imediata diante de indícios consistentes de violência doméstica.

Diante da repercussão nacional, o presidente da República determinou a abertura de processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do auditor, com possibilidade de demissão do serviço público. A Controladoria-Geral da União confirmou a instauração do procedimento e informou que adotará todas as providências cabíveis.

O episódio reacende o debate sobre a importância da denúncia, da atuação rápida das autoridades e da responsabilidade institucional diante de casos de violência doméstica, especialmente quando envolvem servidores públicos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, que apura as circunstâncias das agressões registradas em vídeo.

Fonte: Metrópoles