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Inadimplência de aluguel recua em São Paulo

Taxa caiu para 2,58% em julho, menor nível desde outubro de 2023, enquanto média nacional ficou em 3,05%

São Paulo registra menor inadimplência de aluguel da série histórica, aponta Índice Superlógica
Foto: Imagem ilustrativa

São Paulo registra menor índice de inadimplência em aluguel da série histórica, aponta Índice Superlógica

Índice de inadimplência de aluguel no estado cai e fica em 2,58% em julho, com recuo de 0,24 p.p. em relação a junho (2,82%)

A região Sudeste cai e taxa chega a 2,78%, abaixo da média do país, de 3,05%

Imóveis de até R$ 1.000 – residenciais e comerciais – recuam, mas continuam liderando a inadimplência nas faixas de valor

Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas e servir como um indicador da economia nacional, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil locatários

Agosto de 2026 – A inadimplência de aluguel em São Paulo em julho registrou o menor índice da série histórica, iniciada em outubro de 2023, com taxa de 2,58%. Já no comparativo com junho (2,82%), a queda foi de 0,24 p.p., e frente ao mesmo período de 2025 (3,29%), o índice registrou queda relevante de 0,71 p.p. O estado permaneceu abaixo da média nacional, que foi de 3,05% e da média da região Sudeste, que foi de 2,78%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, apresentados no Next 2026, maior festival de conhecimento do setor no Brasil.

Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o resultado indica um cenário mais favorável no estado, embora ainda seja necessário acompanhar a trajetória do indicador.

“São Paulo chegou em julho ao menor nível de inadimplência desde o início da série histórica e permanece abaixo das médias nacional e regional. É um movimento positivo, mas ainda é cedo para afirmar que essa trajetória vai se manter. Juros elevados e a pressão do custo de vida continuam afetando o orçamento das famílias e podem ter reflexos sobre a capacidade de pagamento dos inquilinos nos próximos meses”, afirma.

No Sudeste, os imóveis comerciais continuam liderando a inadimplência de aluguel, mas apresentaram queda em julho, passando de 3,90% em junho para 3,82%, uma redução de 0,08 ponto percentual. Em seguida, aparecem as casas, com 3,11%, queda de 0,17 p.p. ante os 3,28% registrados no mês anterior. Já os apartamentos ficaram praticamente estáveis, passando de 2,02% em junho para 2,01% em julho, recuo de 0,01 p.p.

A região Nordeste segue liderando o ranking nacional, mas fechou julho em queda, com taxa de 4,88% ante 5,15% em junho, redução de 0,27 p.p. A região Norte aparece em segundo lugar, com 4,04%, após queda de 0,26 ponto percentual em relação a junho (4,30%). Na sequência vêm as regiões Centro-Oeste (2,80%) e Sudeste (2,78%), ambas com queda em relação ao mês anterior, quando registraram 3,00% e 2,96%, respectivamente. Por fim, o Sul mantém a menor taxa do país, com 2,67%, após recuo de 0,04 p.p. em comparação a junho (2,71%).

Em âmbito nacional, a análise por valor apontou que os imóveis comerciais de até R$ 1 mil apresentaram queda de 0,13 p.p. Porém ainda preocupam, pois concentram a maior taxa de inadimplência: de 7,27%, bem acima da média nacional. A mesma faixa de preço nos imóveis residenciais também é a maior na categoria, com 5,99%.

A maioria das faixas analisadas apresentou queda em julho. Nos imóveis residenciais, um dos maiores recuos ocorreu entre os aluguéis acima de R$ 13 mil, cuja taxa caiu 0,58 ponto percentual, para 4,84%. Nos comerciais, a faixa entre R$ 5 mil e R$ 8 mil passou de 3,90% em junho para 3,77% em julho. As menores taxas do mês foram registradas nos imóveis residenciais entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, com 1,74%, e nos comerciais entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com 3,42%.

“Mesmo com uma queda na inadimplência em nível nacional, a concentração das maiores taxas entre os aluguéis residenciais de menor valor é um ponto de atenção. Esse resultado mostra que a inadimplência não se distribui de maneira uniforme pelo mercado e reforça a importância de acompanhar como o orçamento das famílias evolui nos próximos meses”, analisa Gonçalves.

“Em um cenário de juros ainda elevados e de pressão sobre o custo de vida, famílias com menor margem no orçamento tendem a sentir mais o impacto do aumento de despesas essenciais, como alimentação e transporte, o que pode reduzir a capacidade de absorver imprevistos e manter compromissos como o aluguel em dia. Por isso, é importante acompanhar a evolução desse recorte nos próximos meses”.

Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram queda em julho. Os imóveis comerciais continuam com a maior taxa, de 4,17%, ante 4,19% em junho. Nas casas, o índice caiu de 3,45% para 3,29%, enquanto nos apartamentos passou de 2,16% para 2,14%.

Recorte semestral

A taxa média nacional de inadimplência ficou em 3,24% no primeiro semestre de 2026, após atingir 3,71% no segundo semestre de 2025. O resultado também ficou ligeiramente abaixo dos 3,30% registrados nos primeiros seis meses do ano passado.

Em São Paulo, o índice do primeiro semestre deste ano fechou em 2,93%, abaixo do primeiro e segundo semestres de 2025, quando registrou 2,95% e 3,15%, respectivamente.Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica

Índice de Inadimplência Locatícia | Julho/26

Recorte da inadimplência locatícia por tipo de imóvel e por faixa de preço do aluguel

Tipo de imóvel

Apartamento: 2,14%

Casa: 3,29%

Comercial: 4,17%

Faixa de preço e tipo de imóvel

Até R$ 1.000,00

Apartamento: 5,37%

Casa: 6,60%

Comercial: 7,27%

De R$ 1.000,00 a R$ 2.000,00

Apartamento: 1,93%

Casa: 2,56%

Comercial: 3,76%

De R$ 2.000,00 a R$ 3.000,00

Apartamento: 1,47%

Casa: 2,28%

Comercial: 3,42%

De R$ 3.000,00 a R$ 5.000,00

Apartamento: 1,44%

Casa: 2,40%

Comercial: 3,64%

De R$ 5.000,00 a R$ 8.000,00

Apartamento: 1,91%

Casa: 3,03%

Comercial: 3,77%

De R$ 8.000,00 a R$ 13.000,00

Apartamento: 2,72%

Casa: 4,02%

Comercial: 3,88%

Acima de R$ 13.000,00

Apartamento: 3,38%

Casa: 6,17%

Comercial: 4,55%

Situação da inadimplência locatícia de cada região brasileira

Norte: 4,04%

Centro-Oeste: 2,80%

Sul: 2,67%

Nordeste: 4,88%

Sudeste: 2,78%

Índice de Inadimplência Locatícia | Julho/26

Sobre o Índice Superlógica

O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.

Esta edição do estudo contou com dados de mais de 800 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.

Sobre o Grupo Superlógica

Líder em soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, a Superlógica detém 50% do mercado endereçável no segmento condominial no país e oferece um vasto portfólio de produtos, incluindo softwares de gestão, relacionamento e de controles de acesso, além de serviços financeiros como crédito, pagamentos e conta digital.

A Superlógica possui mais de mil funcionários e transaciona mais de 35 bilhões de reais em seu sistema. A empresa realizou 8 aquisições nos últimos anos e já recebeu 450 milhões de reais em aportes para expansão de seus produtos e serviços. O investimento foi liderado pelo fundo norte-americano de private equity Warburg Pincus.

Grupo Superlógica / NOVA PR

Fonte: Assessoria Superlogica