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Sagui usa elevador e surpreende prédio em Campinas

Câmeras de segurança registram macaco-sagui entrando no elevador e subindo até o 8º andar, episódio inusitado que destaca desafios de convivência com fauna urbana

Sagui surpreende moradores ao “pegar carona” em elevador de prédio em Campinas
Foto: Foto: Reprodução

Um episódio inusitado chamou a atenção de moradores de um condomínio residencial no bairro Chácara Primavera, em Campinas (SP), após câmeras de segurança registrarem um sagui-de-tufos-pretos entrando em um elevador e subindo até o 8º andar do edifício.

As imagens mostraram o primata aproveitando a abertura das portas para adentrar a cabine do elevador, que havia sido chamado por um morador, e seguir viagem sozinho pelos andares do prédio, surpreendendo quem utilizou o equipamento posteriormente.

Moradores relataram surpresa e curiosidade diante da cena, que logo viralizou em redes sociais e grupos de comunicação interna entre os condôminos. Embora episódios com animais silvestres sejam mais comuns em áreas de interface urbano/floresta, a utilização de tecnologia predial por um sagui, como o elevador, é considerada atípica.

Do ponto de vista da gestão condominial, a ocorrência evidencia desafios de convivência entre fauna urbana e ambiente residencial, sobretudo em cidades com remanescentes florestais e áreas verdes próximas às edificações. A presença de animais silvestres em espaços humanos pode gerar impactos tanto à segurança predial quanto ao bem-estar dos moradores.

Especialistas em administracão de condomínios e engenharia predial lembram que situações envolvendo animais exigem atenção e protocolos específicos. A presença de um sagui em um elevador, por exemplo, pode resultar em comportamentos imprevisíveis do animal, possíveis danos ao equipamento e riscos de acidentes para usuários desavisados.

Segundo relatos de moradores, o sagui não apresentou comportamento agressivo e deixou o edifício logo após ser observado por residentes, mas o episódio motivou discussões internas sobre possíveis ações preventivas, como evitar que o animal se aproxime de áreas comuns e orientar usuários a manter portas e acessos fechados.

Do ponto de vista jurídico, a presença de fauna silvestre em áreas urbanas também envolve normativas ambientais que protegem a vida animal, impondo limites à captura ou à remoção sem a intervenção de órgãos competentes, como a Polícia Ambiental ou o órgão municipal de meio ambiente.

O caso do sagui em Campinas é um lembrete de que a gestão de um condomínio vai além da infraestrutura física, abarcando também aspectos de convivência com o entorno urbano e natural, exigindo atenção às particularidades ambientais e às interações inesperadas que possam surgir no cotidiano dos moradores.

Fonte: A cidade ON