Rompimento de cano alaga condomínio em São Paulo
Problema em tubulação de água causa alagamentos, interrupção do abastecimento e preocupa com rachaduras em prédio recém-entregue

Na madrugada de 25 de fevereiro de 2026, moradores de um condomínio residencial localizado na zona sul da cidade de São Paulo (SP) enfrentaram uma crise estrutural e de abastecimento de água decorrente do rompimento de uma tubulação interna, situação que gerou alagamentos nas áreas comuns do empreendimento e deixou as famílias sem água potável nas torneiras por mais de dois dias.
O incidente ocorreu no condomínio situado no bairro de Vila Andrade, pouco após a meia-noite, quando a forte pressão da água rompeu o cano de distribuição, inundando corredores, garagens e áreas de convivência com lama e detritos. A interrupção do fornecimento hídrico impediu atividades básicas como cozinhar, limpar e tomar banho, obrigando moradores a recorrer a baldes para suprir suas necessidades mais elementares.
Diversos residentes relataram o impacto direto da falta de água. Ellen, moradora que cuida dos filhos em tempo integral, descreveu a rotina forçada: a família teve que improvisar para realizar tarefas cotidianas sem acesso ao recurso essencial. Rogério, outro condômino, ressaltou as dificuldades agravadas pela deficiência locomotora da esposa, que o obrigou a carregar baldes escada acima em uma rotina que classificou como “humilhante” diante das taxas condominiais e do valor cobrado pelo empreendimento.
Além da crise de abastecimento, a situação revelou problemas adicionais na edificação, como infiltrações, mofo e rachaduras visíveis nas estruturas internas e externas das três torres residenciais, um agravante para um prédio que foi entregue há aproximadamente dois anos. Tais falhas têm levantado preocupação entre os moradores quanto à qualidade da obra e à segurança das instalações.
Segundo o síndico, a administração do condomínio tem buscado, em caráter urgente, a responsabilização da construtora responsável pela obra para que sejam adotadas as correções necessárias e garantidas as condições adequadas de moradia aos condôminos afetados desde o início dos transtornos.
Procurada, a empresa responsável pela construção confirmou ao Portal R7 que enviou técnicos ao local para avaliação dos danos e informou que realizará a manutenção necessária, afirmando que o abastecimento será restabelecido de forma gradual dentro do prazo de garantia contratado. A construtora destacou ainda que está envidando esforços para minimizar os transtornos enfrentados pelos moradores e regularizar a situação o mais breve possível.
O episódio evidencia a importância estratégica da gestão condominial diligente e da fiscalização rigorosa das obras e sistemas prediais, especialmente em edifícios recém-entregues, onde falhas na infraestrutura podem comprometer seriamente a qualidade de vida dos moradores e gerar litígios entre condôminos, construtoras e administradoras.
Fonte: R7