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Roger Abdelmassih é condenado por dívida de condomínio

Preso em Tremembé, o ex-médico, condenado por abusos sexuais contra pacientes, foi sentenciado pela Justiça de São Paulo a quitar débitos condominiais referentes a um imóvel em Campinas

Roger Abdelmassih é condenado a pagar R$ 141 mil em dívida de condomínio
Foto: Foto: Reprodução

Preso na Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, o ex-médico Roger Abdelmassih, de 82 anos, foi condenado pela Justiça paulista a pagar uma dívida de aproximadamente R$ 141 mil referente a cotas condominiais de um apartamento de três dormitórios localizado em Campinas (SP).

De acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, o processo foi aberto em 2015, período em que Abdelmassih já estava preso pelos crimes de abuso sexual cometidos contra dezenas de pacientes. O ex-médico foi citado oficialmente na prisão, mas não apresentou defesa no prazo legal.

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo assumiu a defesa e contestou as alegações do condomínio. No entanto, o juiz Anderson Pestana de Abreu, responsável pelo caso, proferiu sentença no dia 15 de outubro determinando o pagamento integral da dívida. Ainda cabe recurso da decisão.

Roger Abdelmassih cumpre pena por estupro de 37 pacientes, crimes cometidos entre 1995 e 2008 em seu consultório de reprodução assistida, localizado na capital paulista. O caso ganhou ampla repercussão nacional e marcou um dos episódios mais graves de violação de confiança médica no país.

Nascido em São João da Boa Vista (SP), filho de imigrantes libaneses, Abdelmassih formou-se em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e se especializou em urologia e reprodução assistida. As primeiras denúncias de abuso surgiram em 2009, culminando na cassação de seu registro profissional e em uma série de condenações judiciais.

A recente decisão judicial envolvendo a dívida condominial reforça que, mesmo cumprindo pena, o ex-médico continua a responder por pendências cíveis decorrentes de sua vida pessoal e patrimonial.

Fonte: Correio 24h