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Polêmica por corte de árvores em condomínio no Guará

Moradores de edifício no Guará (DF) denunciam poda e corte de árvores sem comunicação prévia e dizem enfrentar riscos de queda de galhos — síndico defende ação preventiva

Retirada de árvores gera polêmica em condomínio no Guará e acende debate sobre segurança e gestão
Foto: Imagem ilustrativa

Poda de árvores em área comum gera conflito entre moradores e gestão de condomínio no Guará (DF)

A poda e retirada de árvores em áreas comuns de um condomínio localizado no Guará (DF) provocaram insatisfação entre moradores, gerando tensão no ambiente condominial e levantando questionamentos sobre a responsabilidade da gestão predial e os cuidados com a segurança urbana.

Moradores relataram à reportagem que foram surpreendidos pela movimentação de equipes e equipamentos para o corte de galhos e remoção de árvores sem aviso prévio ou deliberação em assembleia, o que motivou críticas e desconforto. Segundo relatos, algumas árvores ficaram com troncos expostos e galhos soltos após a intervenção, aumentando o temor de riscos estruturais e de segurança.

De acordo com o síndico, a ação teve caráter preventivo, já que os galhos se projetavam sobre áreas de circulação e fiação elétrica, oferecendo risco em caso de ventos fortes. Ele afirmou que o serviço foi executado por empresa contratada e com as devidas autorizações urbanísticas, embora não tenha confirmado se houve convocação de assembleia para discutir a medida.

Especialistas em gestão condominial e segurança predial reforçam que qualquer intervenção na arborização de áreas comuns exige transparência, comunicação prévia aos moradores e avaliação técnica sobre o estado das árvores. Além disso, quando a ação impacta o convívio coletivo ou a estética do condomínio, é recomendável aprovação em assembleia. A ausência desses procedimentos pode gerar conflitos internos, questionamentos jurídicos e riscos à integridade dos usuários.

Em nota, moradores informaram que aguardavam uma reunião para tratar do assunto com a participação de um paisagista ou engenheiro, mas afirmam ter sido excluídos do processo decisório. Eles ressaltam que, além de comporem a estética e o conforto térmico, as árvores representam parte do patrimônio ambiental do condomínio — e que cortes abruptos comprometem a convivência e podem desvalorizar os imóveis.

O episódio reforça a importância do planejamento prévio em ações de arborização. Síndicos e administradoras devem apresentar laudo técnico, detalhar o projeto de poda ou corte, convocar assembleia quando necessário e divulgar os custos e impactos envolvidos.

Para evitar novos desgastes, especialistas orientam que os condomínios mantenham inspeções periódicas do sistema arbóreo, definam cronogramas de manutenção e comuniquem os moradores com antecedência. Medidas simples de transparência e gestão colaborativa são essenciais para garantir segurança, convivência harmoniosa e boa governança condominial.

Fonte: G1