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Falta de água e energia em residencial

Moradores do Nenzinha Cunha Lima relatam interrupções no abastecimento por até três dias e cobram respostas da Cagepa após novos transtornos no fornecimento de serviços essenciais

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Falta de água e energia em residencial · Foto: Reprodução/Márcio Rangel

Residencial de Campina Grande volta a registrar denúncias de falta de água e energia

Moradores do Residencial Nenzinha Cunha Lima, localizado no bairro Santa Rosa, em Campina Grande (PB), voltaram a relatar problemas relacionados ao fornecimento de serviços essenciais. Segundo reportagem publicada em 23 de outubro de 2026 pelo Blog do Márcio Rangel, as famílias enfrentam interrupções recorrentes no abastecimento de água e também foram afetadas por uma falta de energia elétrica.

O residencial reúne aproximadamente 544 famílias distribuídas em mais de 30 blocos. Os moradores cobram providências para reduzir os transtornos e melhorar a comunicação sobre as interrupções.

Falta de água pode durar até três dias

De acordo com o síndico do residencial, Herbert Donato, as interrupções no abastecimento de água ocorrem sem aviso prévio e podem durar de dois a três dias.

O representante relatou que, após um período de vários dias sem água no fim de semana anterior à publicação, o serviço chegou a ser normalizado, mas voltou a apresentar interrupções.

A situação preocupa especialmente as famílias que têm crianças, idosos e pessoas com necessidades específicas, para as quais a falta de água pode dificultar atividades básicas, como higiene, preparo de alimentos e limpeza.

Segundo a reportagem, o síndico afirma que já procurou a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para buscar esclarecimentos e cobra maior transparência na comunicação e providências para evitar novas ocorrências.

Até o momento, as informações consultadas não esclarecem a causa específica das interrupções relatadas em outubro de 2026.

Residencial também enfrentou falta de energia

Além dos problemas no abastecimento de água, o residencial ficou sem energia elétrica na semana anterior à publicação da reportagem.

Conforme o relato divulgado, a interrupção ocorreu depois que um caminhão atingiu um poste. O episódio evidencia uma situação distinta daquela relacionada ao abastecimento de água, cuja causa não foi esclarecida na reportagem.

A apuração sobre cada ocorrência é importante para identificar os responsáveis, verificar as medidas adotadas e esclarecer se existem providências pendentes para evitar novos transtornos.

Histórico de problemas com o abastecimento

O Residencial Nenzinha Cunha Lima já havia sido alvo de notícias sobre interrupções no fornecimento de água em junho de 2025.

Na ocasião, moradores denunciaram dificuldades no abastecimento e suspeitas de irregularidades na gestão dos recursos destinados ao pagamento das contas. A Cagepa informou, à época, que a suspensão estava relacionada à inadimplência da administração condominial e a uma negociação cujo pagamento inicial não teria sido realizado.

A situação divulgada em 2026, porém, não deve ser automaticamente atribuída à mesma causa. A reportagem mais recente não apresenta confirmação de que as interrupções atuais estejam relacionadas a dívidas, nem esclarece se houve mudança na situação financeira ou contratual do residencial.

A distinção é necessária para evitar que denúncias anteriores sejam tratadas como explicação definitiva para os problemas atuais.

Como agir diante de interrupções de serviços essenciais?

A falta de água ou energia em um condomínio pode comprometer a rotina de centenas de famílias. Diante de ocorrências recorrentes, a administração deve organizar as informações disponíveis e buscar esclarecimentos junto aos prestadores responsáveis.

Entre as medidas recomendadas estão:

  • Registrar as interrupções: anotar datas, horários, duração e blocos afetados, além de guardar protocolos de atendimento.

  • Solicitar esclarecimentos formais: procurar a concessionária responsável para verificar as causas da interrupção e a previsão de normalização.

  • Comunicar os moradores: compartilhar informações confirmadas, orientações práticas e atualizações sobre o atendimento.

  • Documentar os prejuízos: guardar registros de eventuais danos materiais ou outros impactos diretamente relacionados à ocorrência.

  • Buscar os canais competentes: caso não haja resposta adequada, avaliar reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor e às entidades reguladoras responsáveis, conforme o serviço envolvido.

Essas providências ajudam a organizar a resposta coletiva e a documentar o histórico das ocorrências, sem antecipar conclusões sobre responsabilidades ainda não esclarecidas.

Transparência e continuidade dos serviços são fundamentais

O caso do Nenzinha Cunha Lima destaca a importância da regularidade dos serviços essenciais em empreendimentos residenciais de grande porte. Quando o fornecimento é interrompido repetidamente, a comunicação entre concessionárias, administração e moradores torna-se fundamental para esclarecer o que ocorreu e quais medidas podem evitar novos episódios.

A atualização das informações também é importante porque o residencial já enfrentou controvérsias relacionadas ao abastecimento em anos anteriores. Cada ocorrência, entretanto, precisa ser analisada de acordo com suas próprias circunstâncias.

A apuração das causas das interrupções atuais e a divulgação de eventuais providências adotadas poderão ajudar os moradores a compreender a situação e acompanhar a busca por soluções.