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Reforma tributária muda custos dos condomínios

Embora a taxa condominial não tenha cobrança direta dos novos tributos, custos de portaria, limpeza, segurança e manutenção podem influenciar o orçamento a partir de 2027

Reforma tributária: condomínio pode sentir impacto pelos serviços contratados
Foto: Imagem ilustrativa

O condomínio na reforma tributária: por que a conta chega pelos serviços

A reforma tributária é a maior mudança no sistema de impostos brasileiro desde a Constituição de 1988, e seus efeitos vão muito além das empresas e do comércio. O condomínio, mesmo sem ser contribuinte direto, também sente o movimento. A diferença entre atravessar essa transição com tranquilidade ou com sobressaltos está em uma palavra: preparação. E o melhor momento para começar é agora, enquanto 2026 ainda funciona como uma fase de teste.

O que muda na prática

A reforma unifica cinco tributos sobre o consumo em dois novos. PIS, Cofins e IPI dão origem à CBS, a Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal. ICMS e ISS dão origem ao IBS, o Imposto sobre Bens e Serviços, de competência estadual e municipal. Juntos, formam um modelo de IVA dual, o imposto sobre valor agregado em duas frentes. A base legal está na Emenda Constitucional 132/2023 e nas leis complementares que vêm regulamentando o novo sistema, como a LC 214/2025.

O calendário ajuda a dimensionar o que esperar. O ano de 2026 funciona como período de calibração, com alíquotas de teste bastante baixas, compensadas nos tributos atuais, sem aumento efetivo de carga. Os efeitos mais expressivos começam a partir de 2027, quando os tributos antigos passam a ser extintos de forma gradual e as alíquotas de CBS e IBS sobem. A transição segue até 2033, quando o novo sistema estará plenamente em vigor. Ou seja, quem trata 2026 como ano de preparação chega a 2027 com vantagem.

O impacto no caixa e no rateio

Aqui está o ponto que mais gera dúvida. O condomínio entra na reforma como consumidor final, e a cota condominial não é tratada como venda de serviço, portanto não sofre incidência direta de CBS e IBS. O efeito não vem da cota, vem dos contratos.

Boa parte das despesas de um condomínio está concentrada em serviços: portaria, limpeza, segurança, manutenção predial, jardinagem, elevadores. Esses fornecedores passam a recalcular seus custos dentro da nova estrutura tributária, e a carga sobre serviços no modelo novo é alta. Como o condomínio não aproveita créditos ao longo da cadeia, todo o imposto que incide sobre o serviço tende a se incorporar ao preço final e a chegar à planilha condominial.

Sobre o tamanho desse repasse, é preciso responsabilidade. Estudos setoriais projetam um acréscimo entre 2,10% e 6,50% na taxa condominial ao longo da transição, sempre a depender do porte, da localização, do perfil do empreendimento e do tipo de serviço contratado. Não há como afirmar, com seriedade técnica, que todas as taxas ficarão mais caras na mesma proporção. O que os levantamentos mostram é uma tendência, e o valor final depende de cada contrato e da capacidade de renegociação. Em contextos de inadimplência ou de despesas inesperadas, essa pressão sobre o caixa se intensifica, o que torna o planejamento ainda mais decisivo.

Vale um destaque sobre a forma de contratar. Fornecedores enquadrados no Simples Nacional ou como MEI seguem com carga tributária menor, o que pode manter serviços recorrentes mais competitivos. Já em contratos que envolvem materiais, como obras e reformas estruturais, empresas de outros regimes podem recuperar créditos sobre os insumos e, em alguns casos, apresentar melhor custo final. A escolha deixa de ser automática e passa a exigir análise.

Gestão financeira: a previsibilidade vira estratégia

Se o impacto chega pelos contratos, é nos contratos e no orçamento que a gestão se protege. E 2026 oferece a janela certa para isso.

O primeiro passo é enxergar o tamanho do desafio. Peça à administradora ou ao contador uma projeção do efeito de CBS e IBS sobre os custos atuais dos seus fornecedores, ainda neste ano, para simular cenários antes que eles cheguem à cota. O segundo passo é revisar cada contrato de prestação de serviço que se estende para 2027 e adiante, verificando se há cláusula de reajuste vinculada a mudanças tributárias e preparando o terreno para renegociar. O terceiro é fortalecer o fundo de reserva e atualizar a previsão orçamentária com uma margem de segurança realista. O quarto, e talvez o mais sensível na relação com os moradores, é comunicar com transparência. Quando o síndico explica desde já que eventuais ajustes têm origem na legislação, blinda a gestão de ruídos futuros e leva a assembleia a decisões mais serenas.

A orientação especializada faz diferença nessa fase. Como a norma ainda está sendo regulamentada e detalhes seguem em aberto, contar com uma administradora e um contador atentos ao setor condominial ajuda a interpretar as regras e a montar um plano de ação sob medida para a realidade de cada condomínio.

A tecnologia como aliada

Toda essa preparação depende de uma base sólida: dados organizados e visibilidade real sobre o caixa. É aqui que a tecnologia deixa de ser conforto e vira ferramenta de decisão.

O super App Porter, que hoje integra a gestão condominial da Almah, centraliza as informações financeiras do condomínio em um só lugar, dá visibilidade ao caixa e ao fundo de reserva e organiza a rotina de contratos e despesas. Com esse panorama à mão, o síndico projeta cenários, acompanha a evolução dos custos dos fornecedores e sustenta decisões de alocação com números, e não com achismo. Em um período de transição que vai exigir renegociação e planejamento constantes, ter o financeiro sob controle é o que transforma a reforma de fonte de ansiedade em decisão estratégica.

Para manter o caixa do seu condomínio visível e previsível durante toda a transição, organize a gestão financeira pelo super App Porter + Almah. Ele centraliza as informações do financeiro, dá visibilidade ao caixa e ao fundo de reserva e apoia cada decisão com dados.

Muda a legislação, muda a gestão. E o mercado condominial não para

A reforma tributária é só um dos movimentos que estão redesenhando a gestão condominial neste momento. Se você quer se antecipar ao que vem por aí e trocar ideia com quem está à frente do setor, o seu lugar é no Porter Summit 2026. Na sua 5ª edição, sob o tema "Sem limites, infinitas possibilidades", o maior encontro do mercado condominial do país reúne síndicos, administradoras e especialistas em um só dia, no 14 de novembro, na Arena Opus, na Grande Florianópolis. Garanta o seu ingresso em portersummit.com.br.

Fonte: Porter Summit