Incêndio alerta para segurança e seguro em condomínio
Engenheiro especialista orienta sobre prevenção, responsabilidades do condomínio e cobertura de seguros após incêndio sem feridos

Incêndio em apartamento reforça importância de brigada e seguro condominial
Um incêndio em um apartamento do décimo andar na Gleba Palhano, Londrina, despertou alerta sobre prevenção, segurança e responsabilidades em condomínios residenciais. Apesar do susto, não houve feridos, e as causas do fogo ainda estão sendo investigadas.
A proprietária do imóvel, arquiteta Marcela Salve, registrou vídeos do incidente que se espalharam rapidamente pelas redes sociais, gerando questionamentos sobre como minimizar danos e qual a responsabilidade do condomínio e dos moradores.
A atuação da brigada de incêndio
O engenheiro Maurício Poleza, sócio-diretor da Eleva Mais Condomínios, explica que a brigada de incêndio é obrigatória para obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Formada por moradores, funcionários e síndico, a brigada recebe treinamento para operar extintores, orientar rotas de fuga e gerenciar pontos de encontro.
“No caso desse incêndio, o síndico e alguns moradores utilizaram mangueiras e extintores, conseguindo minimizar os danos antes da chegada do Corpo de Bombeiros”, destacou Poleza, reforçando que treinamentos de primeiros socorros, embora não obrigatórios, podem fazer diferença.
Seguro condominial e residencial
O especialista lembra que o seguro do condomínio é obrigatório para áreas comuns, cobrindo danos à fachada, elevadores e instalações. Já o seguro residencial não é obrigatório, exceto em locações, quando a Lei do Inquilinato exige cobertura contra incêndio.
“No episódio da Gleba Palhano, não há confirmação se o apartamento possuía seguro. Em caso de danos à área comum, o condomínio poderia acionar a apólice”, afirmou.
Poleza também alertou para possíveis prejuízos em unidades vizinhas devido à água usada no combate ao incêndio — mais de 5 mil litros que escorreram para o apartamento inferior.
Instalação de equipamentos elétricos e prevenção
A suspeita inicial é que o incêndio tenha sido causado por um aparelho de ar-condicionado, embora a perícia ainda siga em andamento. Segundo Poleza, a instalação de equipamentos elétricos deve ser acompanhada por ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) de engenheiro eletricista ou civil.
“Se houver sobrecarga na rede elétrica, há risco de curto-circuito e incêndio. Síndicos e moradores devem seguir normas técnicas e limites de instalação”, alertou.
Recomendações finais
O engenheiro reforçou a necessidade de treinamentos regulares para todos os moradores e funcionários, atenção às rotas de fuga e cuidados com prevenção de riscos elétricos, principalmente à noite, quando há menos pessoas no prédio.
O Corpo de Bombeiros foi elogiado pela rapidez e eficiência na resposta ao incidente, enquanto a investigação sobre a causa do incêndio continua em andamento.
Fonte: Tarobá