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Reajustes em condomínios: especialista detalha como funcionam aumentos e impactos no orçamento dos moradores

Em entrevista, Érico Feitosa explica a relação entre previsão orçamentária, convenções coletivas e o reajuste das taxas condominiais, além de orientar síndicos sobre fundos de reserva e gestão financeira eficiente.

Reajustes em condomínios: especialista detalha como funcionam aumentos e impactos no orçamento dos moradores
Foto: Foto: Reprodução

Os reajustes das taxas condominiais são motivo de dúvidas frequentes entre moradores e síndicos, especialmente no início do ano, quando as assembleias gerais ordinárias são realizadas e a previsão orçamentária é definida. Para esclarecer o assunto, o especialista Érico Feitosa explicou, em sua coluna Mercado Imobiliário, como esses valores são calculados e o que influencia diretamente nos aumentos.

Segundo Feitosa, todos os condomínios devem elaborar sua previsão orçamentária anual e realizar a assembleia geral ordinária nos primeiros 90 dias do ano — normalmente em janeiro — após a atualização do salário mínimo. É a partir desse momento que os impactos financeiros mais relevantes começam a aparecer.

Ele destaca que os reajustes das taxas condominiais estão diretamente relacionados aos aumentos salariais, especialmente porque as convenções coletivas negociadas pelo Secovi-PB definem direitos, deveres e parâmetros válidos para todos os condomínios do Estado. Dessa forma, sempre que há aumento salarial para porteiros, zeladores, vigilantes ou demais trabalhadores, os condomínios precisam ajustar seus custos operacionais.

Feitosa alerta que grande parte das despesas condominiais está relacionada à mão de obra — o que torna o impacto dos reajustes inevitável. Ele orienta síndicos e administradores a manterem um fundo de reserva mínimo de 10% do orçamento, medida essencial para evitar taxas extras quando surgem imprevistos, como panes em elevadores, vazamentos ou problemas em piscinas e áreas comuns.

O especialista reforça que uma boa gestão financeira, baseada em planejamento, transparência e acompanhamento constante dos gastos, reduz significativamente os riscos de surpresas ao longo do ano.

“Quando o condomínio se organiza e trabalha com previsões realistas, diminui a necessidade de rateios extras e garante estabilidade aos moradores”, conclui.

Para especialistas em administração condominial, o início do ano é o período ideal para revisar contratos, renegociar serviços, verificar os saldos do fundo de reserva e ajustar a previsão orçamentária à realidade econômica. Assim, síndicos e moradores conseguem maior controle financeiro e evitam reajustes inesperados.

Fonte: Paraíba Online