Inadimplência condominial no RN ultrapassa 30%
Levantamento aponta que Rio Grande do Norte registra o maior índice de inadimplência condominial do país, comprometendo caixa, manutenção e serviços essenciais

Inadimplência condominial no RN atinge quase 33% e preocupa síndicos e administradores
O Rio Grande do Norte lidera o ranking nacional de inadimplência condominial, com 32,83% das taxas em atraso superior a 30 dias, segundo dados do Censo Condominial 2025/26. O índice é quase três vezes maior que a média nacional e acende um alerta para a sustentabilidade financeira dos condomínios no estado.
De acordo com o levantamento, divulgado pelo portal Novo Notícias, a inadimplência no RN está muito acima da média brasileira, que alcançou 11,95%, e também supera com folga a média do Nordeste, de 13,52%. Em contrapartida, estados como Santa Catarina apresentam os menores índices do país, com apenas 3,34% de atrasos.
O estudo foi elaborado com base em dados do IBGE, da Receita Federal e da plataforma de gestão condominial uCondo, que analisou informações de milhares de empreendimentos em todo o país. O levantamento aponta que o cenário de inadimplência está diretamente relacionado ao aumento dos custos de vida e das despesas condominiais nos últimos anos.
Segundo o censo, a taxa condominial média no Brasil chegou a R$ 516 no primeiro semestre de 2025, acumulando uma alta de quase 25% em três anos. Esse crescimento pressiona o orçamento das famílias e dificulta a regularidade dos pagamentos, especialmente em regiões com menor renda média.
No Rio Grande do Norte, onde existem 2.466 condomínios ativos, o impacto é direto na rotina administrativa. A elevada inadimplência compromete o fluxo de caixa, dificulta o pagamento de funcionários, contratos de segurança, limpeza, manutenção predial e pode atrasar obras essenciais e manutenções preventivas.
Especialistas em gestão condominial e direito imobiliário alertam que a falta de recursos pode levar à utilização frequente do fundo de reserva, renegociação com fornecedores e até à judicialização de cobranças. Além disso, condomínios com alto índice de inadimplência tendem a enfrentar maior desgaste entre moradores e administradores.
O levantamento também evidencia um problema estrutural no setor: com mais de 327 mil condomínios ativos e cerca de 39 milhões de moradores no Brasil, a inadimplência voltou a crescer em diversas regiões, impulsionada pelo aumento de tarifas públicas, custos trabalhistas e serviços essenciais.
Fonte: Novo Notícias