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Quadrilha que invadia condomínios e mansões é desarticulada em São Paulo; líder deve revelar paradeiro da “Rainha das Perucas”

Polícia Civil prende nova chefe do grupo criminoso especializado em roubos de alto padrão e investiga ligação com série de invasões a condomínios de luxo em SP.

Quadrilha que invadia condomínios e mansões é desarticulada em São Paulo; líder deve revelar paradeiro da “Rainha das Perucas”
Foto: Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo prendeu integrantes de uma quadrilha especializada em invadir condomínios residenciais e mansões de alto padrão em diferentes regiões do estado. A ação, deflagrada na capital e no litoral paulista, surpreendeu os criminosos e marcou um avanço nas investigações que envolvem uma série de roubos sofisticados a imóveis de luxo.

Segundo a polícia, o grupo criminoso originalmente atuava sob liderança de Júlia Moretti, conhecida como “Rainha das Perucas”, foragida há cerca de 60 dias. Júlia se tornou alvo de destaque após comandar um assalto a um prédio de luxo utilizando disfarces e perucas para dificultar o reconhecimento pelas câmeras de segurança. As imagens do circuito interno mostram a criminosa ao lado de comparsas durante a invasão.

Com o desaparecimento de Júlia, uma nova liderança assumiu o comando da quadrilha: Tainá, que foi presa durante a operação. Ela se apresentava como corretora de imóveis de alto padrão, utilizando a profissão de fachada para ganhar a confiança de clientes e levantar informações estratégicas sobre a rotina das vítimas, seus horários de saída e vulnerabilidades dos condomínios. Com esses dados, organizava assaltos precisos e rápidos.

Em um dos casos exibidos pela polícia, os criminosos invadem uma mansão no interior de São Paulo pela lateral do imóvel, recolhem joias avaliadas em R$ 5 milhões e fogem pulando novamente o portão principal. Parte dos itens roubados, além de armas utilizadas nas ações, foi apreendida com os investigados.

Os agentes agora apuram se o grupo detido é responsável também por outro assalto de grande porte, ocorrido em um edifício de luxo na capital paulista, onde a quadrilha utilizou perucas para confundir as câmeras internas. A hipótese mais forte é de que Tainá tenha herdado o comando do grupo após o sumiço de Júlia, que permanece foragida. Com a prisão, a expectativa é que Tainá revele o paradeiro da antiga chefe.

O caso reacende o debate sobre segurança condominial, especialmente em residenciais de alto padrão, onde criminosos têm adotado métodos cada vez mais sofisticados de infiltração. Especialistas reforçam a importância de protocolos rigorosos de identificação, controle de acesso, rastreamento de prestadores de serviço e integração eficaz entre portarias, sistemas de vigilância e monitoramento.

A Polícia Civil segue investigando possíveis ramificações da quadrilha e novas conexões com roubos recentes em condomínios do estado.

Fonte: R7