Quadrilha se passava por parentes para furtar condomínios
Segundo a polícia, grupo saía da capital paulista para invadir imóveis de alto padrão e usava documentos e informações para conseguir acesso aos condomínios

Uma quadrilha suspeita de furtar condomínios de luxo no interior de São Paulo foi presa pela polícia. Segundo as investigações, o grupo saía da capital paulista para praticar os crimes e utilizava uma estratégia para conseguir acesso aos imóveis: os integrantes se passavam por parentes de moradores.
A investigação apontou que os suspeitos escolhiam condomínios de alto padrão e viajavam até municípios do interior para realizar os furtos. A abordagem utilizada para entrar nos empreendimentos chamava atenção por explorar informações relacionadas aos próprios moradores.
Suspeitos usavam identidade de parentes
De acordo com a polícia, os integrantes da quadrilha se apresentavam nas portarias como familiares de moradores. A estratégia tinha como objetivo conquistar a confiança dos funcionários e conseguir acesso ao condomínio sem levantar suspeitas.
Após entrar no empreendimento, os criminosos procuravam os imóveis que haviam sido previamente escolhidos para a prática dos furtos.
O caso chama atenção para um dos principais pontos de vulnerabilidade na segurança condominial: o controle de acesso de visitantes e a confirmação das informações fornecidas na portaria.
Estratégia exige atenção nas portarias
A ocorrência reforça a importância de protocolos rigorosos para a entrada de visitantes, prestadores de serviço e supostos familiares de moradores.
A identificação do visitante e a confirmação da autorização diretamente com o morador são medidas que podem dificultar a ação de criminosos que tentam utilizar informações pessoais para obter acesso às áreas internas dos condomínios.
Em empreendimentos de alto padrão, onde o patrimônio concentrado nas unidades pode atrair grupos especializados, procedimentos de segurança precisam ser seguidos de maneira uniforme por toda a equipe da portaria.
Caso serve de alerta para condomínios
A prisão da quadrilha reforça que sistemas de segurança não dependem apenas de equipamentos como câmeras, portões eletrônicos e sistemas de identificação. A atuação dos profissionais responsáveis pelo controle de acesso e a colaboração dos próprios moradores também são fundamentais.
Para síndicos e administradoras, o episódio representa um alerta sobre a necessidade de revisar procedimentos, treinar equipes e estabelecer regras claras para situações em que alguém tente entrar no condomínio alegando ser familiar ou conhecido de um morador.
A prevenção e a conferência das informações antes da liberação do acesso podem ser decisivas para impedir que estratégias de engenharia social sejam utilizadas para facilitar furtos dentro de condomínios.
Fonte: G1