Quadrilha engana porteiros e invade condomínios no Brasil
Grupo é investigado por invasões em diferentes estados; em Cascavel (PR), criminosos teriam entrado após enganar o porteiro por telefone e roubar joias e relógios avaliados em cerca de R$ 800 mil.

Quadrilha de São Paulo engana porteiros e invade condomínios de luxo em diferentes estados
Uma quadrilha originária de São Paulo é investigada por invadir condomínios de luxo em diferentes estados brasileiros utilizando estratégias para enganar funcionários das portarias e burlar os sistemas de controle de acesso. Segundo reportagem da Record publicada em 16 de outubro de 2026, o grupo teria atuado em cidades como Cascavel (PR), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Fortaleza (CE).
As investigações ganharam destaque após um roubo ocorrido em Cascavel, no Paraná. Dois integrantes do grupo teriam conseguido entrar em um condomínio depois de enganar o porteiro por meio de uma ligação telefônica.
Moradora idosa foi agredida durante invasão
De acordo com a reportagem, os criminosos entraram no imóvel escolhido, mas foram surpreendidos pela moradora, uma idosa. Ela teria sido agredida e mantida trancada enquanto os invasores recolhiam joias e relógios avaliados em aproximadamente R$ 800 mil.
A ocorrência teve consequências graves para a vítima, que, segundo as informações divulgadas, sofreu um infarto associado ao estresse provocado pela situação.
Após o crime, a polícia iniciou investigações para identificar os envolvidos. Entre os elementos analisados estavam imagens e informações relacionadas aos suspeitos, incluindo registros publicados nas redes sociais nos quais eles apareceriam ostentando bens supostamente roubados.
Grupo teria atuado em diferentes estados
Além de Cascavel, a quadrilha é apontada como responsável por ações ou tentativas de invasão em Belo Horizonte, Florianópolis e Fortaleza.
Em Minas Gerais, segundo a reportagem, integrantes do grupo tentaram entrar em outro condomínio aproveitando-se de um momento de distração dos moradores, mas não conseguiram concluir a ação.
As investigações também identificaram suspeitos que dariam apoio logístico ao grupo durante deslocamentos entre estados, incluindo trajetos entre o Ceará e a Bahia.
Criminosos estudavam os alvos antes das invasões
Segundo as informações divulgadas pela Record, os suspeitos realizavam levantamentos prévios sobre possíveis vítimas e utilizavam informações obtidas em redes sociais ou relacionadas a falhas nos sistemas de segurança dos edifícios.
Uma das estratégias atribuídas ao grupo era se passar por moradores para conseguir autorizar a entrada de comparsas sem despertar suspeitas. O uso de informações sobre os residentes e a exploração de brechas nos procedimentos de acesso faziam parte do modo de atuação investigado.
A apuração busca esclarecer a participação de cada suspeito e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.
Controle de acesso é fundamental para a segurança condominial
O caso chama a atenção para a importância dos procedimentos adotados pelas portarias de condomínios residenciais, especialmente em empreendimentos de alto padrão.
A confirmação da identidade de quem solicita acesso, a validação das autorizações diretamente com os moradores e o cumprimento de protocolos previamente definidos são medidas importantes para evitar que informações falsas sejam utilizadas para facilitar invasões.
Também é fundamental que funcionários recebam treinamento para lidar com ligações suspeitas, pedidos de liberação de entrada e situações em que alguém alegue ser morador ou conhecido de um residente.
O uso de câmeras e outros recursos tecnológicos pode auxiliar na prevenção e na investigação de ocorrências, mas precisa estar associado a procedimentos claros e à atuação atenta das equipes responsáveis pelo controle de acesso.
A investigação sobre a quadrilha segue voltada à identificação de outros envolvidos e ao esclarecimento dos crimes atribuídos ao grupo.