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Protestos por dívidas de condomínio crescem 56,9%

Alta no número de títulos protestados reflete o avanço da inadimplência condominial e reforça o uso do protesto como ferramenta para recuperação de créditos

Protestos por dívidas de condomínio crescem 56,9% e acendem alerta para a inadimplência
Foto: Imagem ilustrativa

Os protestos de dívidas condominiais registraram um crescimento de 56,9%, evidenciando o avanço da inadimplência e acendendo um alerta para síndicos, administradoras e condôminos sobre a necessidade de fortalecer a gestão financeira dos empreendimentos.

O aumento dos títulos levados a protesto demonstra que os condomínios têm recorrido cada vez mais ao protesto extrajudicial como instrumento para recuperar créditos e reduzir os impactos provocados pelo atraso no pagamento das taxas condominiais.

Segundo especialistas, a inadimplência compromete diretamente o caixa dos condomínios, podendo afetar a prestação de serviços essenciais, a execução de manutenções, o cumprimento de contratos e até a realização de investimentos previstos no orçamento.

Nesse cenário, o protesto em cartório tem sido utilizado como uma alternativa mais rápida e eficiente para incentivar a regularização dos débitos antes da adoção de medidas judiciais. Além de formalizar a inadimplência, o procedimento pode aumentar as chances de negociação entre as partes.

Especialistas ressaltam que o crescimento dos protestos não significa apenas maior rigor na cobrança, mas também reflete o cenário econômico enfrentado por muitas famílias, que têm encontrado dificuldades para manter todas as obrigações financeiras em dia.

Para minimizar os impactos da inadimplência, a recomendação é que síndicos e administradoras acompanhem continuamente os indicadores financeiros do condomínio, promovam ações preventivas de cobrança e busquem soluções negociadas antes que a dívida comprometa a saúde financeira do empreendimento.

A expectativa é de que o protesto extrajudicial continue sendo uma das principais ferramentas de recuperação de crédito utilizadas pelos condomínios, contribuindo para preservar o equilíbrio financeiro e garantir a continuidade dos serviços prestados aos moradores.

Fonte: ES Hoje