Protestos por dívida de condomínio disparam em MG
Levantamento mostra salto de 1.003% nos protestos em cartório por dívidas condominiais e aponta mudança na estratégia de cobrança adotada pelos condomínios

Protestos por atraso na taxa de condomínio crescem mais de 1.000% em Minas Gerais
A inadimplência condominial tem levado cada vez mais condomínios a recorrerem aos cartórios para cobrar débitos de moradores. Em Minas Gerais, um levantamento divulgado pelo Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – Seção Minas Gerais (IEPTB-MG) apontou um crescimento de 1.003% nos protestos em cartório relacionados a taxas condominiais em atraso, evidenciando uma mudança significativa na forma de recuperação desses créditos.
Os dados mostram que síndicos e administradoras têm optado com maior frequência pelo protesto extrajudicial como alternativa para pressionar o pagamento das dívidas antes do ajuizamento de ações de cobrança ou execuções judiciais. O procedimento é considerado mais rápido e, em muitos casos, estimula acordos entre condomínio e condômino inadimplente.
Quando uma dívida é protestada, o devedor passa a ter restrições de crédito, o que pode dificultar financiamentos, empréstimos e outras operações financeiras até que a pendência seja regularizada.
Especialistas destacam que a cobrança das taxas condominiais é fundamental para garantir o funcionamento dos empreendimentos. As receitas arrecadadas são destinadas ao pagamento de funcionários, manutenção predial, limpeza, segurança, contas de consumo, contratos de prestação de serviços e demais despesas essenciais para o condomínio.
Segundo juristas, o protesto em cartório possui respaldo legal e representa um importante instrumento de recuperação de créditos, desde que sejam observados os requisitos legais e assegurado ao condômino o direito de quitar ou contestar a dívida.
Além de reduzir os impactos da inadimplência sobre as finanças do condomínio, o mecanismo busca preservar o equilíbrio das contas coletivas, evitando que moradores adimplentes arquem com os prejuízos causados pela falta de pagamento de outros condôminos.
O crescimento expressivo dos protestos também reflete a busca por métodos mais eficientes de cobrança diante do aumento das despesas condominiais e dos índices de inadimplência registrados nos últimos anos. Para especialistas, a negociação continua sendo o melhor caminho, mas, quando ela não é possível, o protesto extrajudicial surge como uma ferramenta importante para proteger a saúde financeira dos condomínios.
Fonte: Metrópoles