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Proprietário denuncia corretor por apropriação de aluguel

Médico proprietário de imóvel em condomínio residencial acusa corretor de imóveis de não repassar valores de aluguel por 10 meses, totalizando prejuízo superior a R$ 60 mil, e caso foi registrado como apropriação indébita pela polícia

Proprietário denuncia corretor por apropriação de mais de R$ 60 mil referentes a aluguéis em Araçatuba (SP)
Foto: Foto: Reprodução

Um médico proprietário de um imóvel localizado em um condomínio residencial em Araçatuba (SP) registrou denúncia contra o corretor de imóveis W. G. B., 27 anos, após descobrir que o profissional deixou de repassar mais de R$ 60 mil em aluguéis, referentes a pagamentos de locatários recebidos e não repassados ao dono do imóvel ao longo de aproximadamente dez meses, entre setembro de 2024 e janeiro de 2026.

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Polícia Civil, o proprietário celebrou contrato de administração com a imobiliária representada pelo corretor em abril de 2024, com o aluguel mensal fixado em R$ 7 mil, após desconto das taxas administrativas previstas em contrato. Os primeiros meses de pagamento transcorriam normalmente, mas, a partir de setembro de 2024, os depósitos começaram a ser realizados de forma irregular e, depois, simplesmente deixaram de ocorrer.

Diante da falta de repasse dos valores, que somavam mais de R$ 60 mil, o caso foi levado à Polícia Civil e enquadrado como apropriação indébita, previsto no artigo 168 do Código Penal, com agravante por estar ligado à atividade profissional desempenhada pelo corretor.

O corretor já estava preso preventivamente desde setembro do ano passado, quando foi capturado em um condomínio de alto padrão em Araçatuba na sequência de um mandado de prisão expedido pela Vara Regional das Garantias. A Justiça avaliou o histórico criminal do acusado, que responde a diversos processos relacionados a crimes de estelionato e apropriação indébita, como fator determinante para manter sua prisão durante a audiência de custódia.

A imobiliária inicialmente associada ao caso, Aroeira Intermediações Imobiliárias, divulgou nota negando qualquer vínculo formal com o corretor, afirmando que ele não possui ligação societária, comercial ou administrativa com a empresa, e que sua responsável técnica está devidamente registrada no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).

A defesa do corretor, por meio do advogado criminalista Jair Moura, contestou as acusações e alegou que a manutenção da prisão se baseia em um “mal‑entendido”, negando a relação entre os diversos crimes imputados ao investigado e a imobiliária mencionada na denúncia.

O caso evidencia riscos relacionados à gestão de aluguéis e administração de imóveis por terceiros, destacando a importância de contratos claros, fiscalização rigorosa dos repasses financeiros e acompanhamento periódico por parte dos proprietários, especialmente em contextos de locação em condomínios residenciais.

Fonte: Diário de Góias