Projeto quer reforçar proteção a mulheres em condomínios
Proposta prevê atuação direta de síndicos e acionamento da polícia em caso de descumprimento de medida protetiva dentro de condomínios

Um novo projeto de lei apresentado em Pernambuco propõe mudanças significativas na atuação de condomínios diante de casos de violência contra a mulher. A iniciativa surge em meio ao aumento dos registros de feminicídio e busca ampliar a rede de proteção às vítimas dentro de ambientes residenciais.
De autoria do deputado estadual Gilmar Junior, o Projeto de Lei Ordinária estabelece normas específicas de segurança para mulheres e demais pessoas que possuem medidas protetivas. A proposta foi motivada por casos recentes de violência, incluindo um feminicídio ocorrido em um condomínio na Zona Sul do Recife.
Entre os principais pontos do texto, está a proibição de que o agressor acesse áreas comuns ou locais frequentados pela vítima dentro do condomínio. A medida busca evitar o contato direto e reduzir riscos, especialmente em situações em que há histórico de violência doméstica.
O projeto também impõe uma nova responsabilidade aos síndicos e administradores: caso o agressor seja identificado nas proximidades, será obrigatório acionar imediatamente os órgãos de segurança pública. A comunicação deverá ser feita de forma imediata, como medida preventiva para garantir a integridade da vítima.
Outro ponto relevante é a previsão de sigilo das informações. Os condomínios deverão manter confidencialidade sobre dados relacionados à medida protetiva, evitando exposição da vítima e garantindo maior segurança no ambiente residencial.
Além disso, a proposta orienta que a vítima comunique sua situação a outros locais que frequenta, permitindo que diferentes espaços adotem medidas semelhantes de proteção. A ideia é ampliar a rede de segurança para além do condomínio, fortalecendo o combate à violência.
A iniciativa reforça uma tendência crescente no Brasil de envolver a gestão condominial no enfrentamento à violência doméstica, ampliando o papel dos síndicos para além da administração patrimonial. Especialistas apontam que, se aprovado, o projeto pode representar um avanço importante na prevenção de crimes e na proteção de mulheres em ambientes coletivos.
Fonte: Jamildo.com