Pular para o conteúdo
Noticias

Professor é acusado de agredir síndico idoso em Ourinhos

Desentendimento sobre retirada de pertences termina em ataque com capacete contra síndico idoso, que ficou gravemente ferido e está em recuperação após alta da Santa Casa

Professor de 36 anos é acusado de agredir síndico de 70 anos em frente a condomínio em Ourinhos
Foto: Foto: Reprodução

Professor é acusado de agredir síndico de 70 anos em frente a condomínio em Ourinhos

Ourinhos (SP) — Um episódio de violência envolvendo a gestão condominial foi registrado na noite de domingo, 18 de janeiro, em frente a um prédio residencial localizado na Rua Antônio Saladine, no bairro Jardim Paulista, em Ourinhos, no interior de São Paulo. Um professor de 36 anos é acusado de agredir fisicamente o síndico do condomínio, um idoso de 70 anos, durante um desentendimento relacionado ao acesso ao imóvel e à retirada de pertences pessoais.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, a agressão ocorreu após o acusado retornar ao edifício onde residia com uma mulher identificada apenas pelas iniciais G., um dia depois de ter sido registrado um boletim por ameaça. Segundo a polícia, o professor alegou que precisava entrar no condomínio para retirar objetos pessoais, mas foi impedido pelo síndico, que orientou que a situação fosse resolvida por vias legais.

Ainda conforme o registro policial, o síndico teria informado que o acesso ao prédio não estava autorizado naquele momento e sugerido que o morador buscasse orientação jurídica para a retirada dos pertences de forma regular. A negativa teria provocado uma discussão que evoluiu para agressão física.

Durante o confronto, o professor teria desferido golpes com um capacete contra o síndico, que caiu e sofreu ferimentos graves. A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada à Santa Casa de Ourinhos, onde permaneceu internada sob observação médica. O idoso recebeu alta hospitalar na manhã de segunda-feira, 19, e segue em recuperação em casa.

O filho do síndico compareceu à Central de Polícia Judiciária (CPJ) e relatou que o conflito teve início após o porteiro orientar o acusado a procurar diretamente o síndico para tratar da retirada dos objetos. Segundo ele, a reação do professor foi violenta e desproporcional, considerando a idade da vítima.

Laudos médicos apontaram que o síndico sofreu fratura na região do rosto, concussão cerebral, cortes nos lábios e diversas escoriações nas costas, ombros e cabeça. Os médicos alertaram para o risco de desenvolvimento de hematoma subdural crônico, condição que pode gerar complicações neurológicas graves nas semanas seguintes, exigindo acompanhamento contínuo.

Imagens de câmeras de segurança do condomínio foram anexadas ao inquérito policial e registram o momento da agressão. O filho da vítima informou ainda que o acusado é professor e praticante de Muay Thai, informação que foi considerada relevante pelas autoridades para avaliar a intensidade e a gravidade dos golpes desferidos.

A ocorrência foi registrada como lesão corporal, conforme o artigo 129 do Código Penal. A Polícia Civil requisitou exame de corpo de delito junto ao Instituto Médico Legal (IML) e orientou a vítima sobre o prazo legal de seis meses para formalizar a representação criminal contra o acusado. O professor foi conduzido à CPJ, ouvido pelas autoridades e liberado em seguida, conforme os procedimentos legais.

O caso reacende o debate sobre segurança, mediação de conflitos e limites de atuação dentro do ambiente condominial, especialmente em situações que envolvem acesso a áreas comuns, retirada de pertences e disputas entre moradores e a administração do condomínio.

Ver no Instagram

Fonte: Passando a Régua