Problema em circuito pode ter iniciado incêndio em apartamento na Ponta Verde
Fogo atingiu três cômodos de imóvel em Maceió, enquanto equipamentos de prevenção do edifício funcionaram durante a ocorrência

Um possível problema em um circuito elétrico pode ter iniciado o incêndio que atingiu um apartamento na Ponta Verde, em Maceió, na manhã de 18 de setembro. A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil e exigiu a adoção de medidas preventivas no edifício.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a hipótese inicial é de que uma falha em um circuito do quadro interno do apartamento tenha provocado o início das chamas. A causa, entretanto, ainda depende das avaliações técnicas realizadas após o incêndio.
O fogo atingiu três cômodos do imóvel, mas não se espalhou para outros apartamentos do mesmo andar nem para as áreas comuns do prédio. Durante o atendimento, os equipamentos de prevenção contra incêndio da edificação funcionaram adequadamente, segundo os Bombeiros, contribuindo para o controle da ocorrência.
Ao todo, aproximadamente 20 militares, cinco viaturas do Corpo de Bombeiros e uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) participaram da operação. Não houve registro de pessoas feridas diretamente pelas chamas. Duas pessoas precisaram de atendimento após a inalação de fumaça, e dois animais foram resgatados do apartamento atingido.
Defesa Civil avalia condições do edifício
Após o combate ao incêndio, a Defesa Civil de Maceió iniciou o trabalho de isolamento e orientação dos moradores. A Rua Hélio Pradines, onde fica o imóvel, permaneceu interditada como medida preventiva durante o atendimento.
A avaliação técnica do apartamento é necessária para verificar possíveis danos provocados pelo calor. De acordo com a Defesa Civil, a primeira vistoria ocorre após o combate às chamas, mas uma nova análise deve ser realizada depois de, no mínimo, 24 horas de resfriamento da estrutura.
O período de espera permite que a estrutura se estabilize e possibilita a identificação de eventuais efeitos provocados pela exposição prolongada às altas temperaturas e pela dilatação dos materiais. A liberação dos imóveis depende da confirmação de que existem condições adequadas de segurança para o retorno dos moradores.
Manutenção elétrica exige atenção
A possibilidade de uma falha elétrica estar relacionada ao início do incêndio reforça a importância da manutenção preventiva das instalações elétricas em condomínios residenciais.
Quadros elétricos, circuitos, conexões e demais componentes da instalação precisam ser avaliados periodicamente por profissionais habilitados. Sinais como aquecimento excessivo, cheiro de queimado, quedas frequentes de energia, disjuntores desarmando repetidamente e tomadas com marcas de aquecimento podem indicar problemas que precisam ser investigados.
Dentro das unidades, alterações na instalação elétrica também devem ser realizadas de maneira adequada, evitando improvisações, sobrecarga de circuitos e uso inadequado de extensões e adaptadores.
Nas áreas comuns, a administração deve acompanhar a manutenção das instalações e dos equipamentos de segurança da edificação, mantendo registros dos serviços realizados e das inspeções necessárias.
Prevenção ajudou a conter o fogo
A ocorrência na Ponta Verde também destaca a importância de manter os sistemas de prevenção contra incêndio em funcionamento. Segundo os Bombeiros, os equipamentos existentes no prédio operaram adequadamente durante o atendimento.
Em uma emergência, recursos como sistemas de alarme, equipamentos de combate, iluminação de emergência, sinalização e rotas de saída podem contribuir para a atuação das equipes e para a retirada segura dos ocupantes, conforme as características e exigências aplicáveis a cada edificação.
O caso também demonstra que o combate às chamas não encerra as medidas de segurança. Depois de um incêndio, a avaliação das condições do imóvel é necessária antes da retomada da ocupação.
No edifício da Ponta Verde, a atuação dos Bombeiros evitou que o fogo se espalhasse para outros apartamentos, enquanto a Defesa Civil passou a avaliar os possíveis impactos provocados pelo calor na estrutura. A liberação do prédio ficou condicionada às vistorias e à confirmação das condições de segurança.