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Porteiro que agrediu colega com capacete em condomínio de Salvador se apresenta à polícia e é liberado

Após o ataque violento registrado por câmeras de segurança no Condomínio Canto Belo, Diego Silva compareceu espontaneamente à delegacia, foi ouvido e liberado enquanto as investigações seguem em andamento.

Porteiro que agrediu colega com capacete em condomínio de Salvador se apresenta à polícia e é liberado
Foto: Foto: Reprodução

Conforme já havia sido publicado pelo Condomínio Interativo, o caso de agressão registrado por câmeras de segurança no Condomínio Canto Belo, em Salvador, teve um novo desdobramento nesta terça-feira (11). O porteiro Diego Silva, identificado como autor das agressões contra uma colega de trabalho, se apresentou espontaneamente à Delegacia Territorial de Itapuã (12ª DT), onde foi ouvido e liberado após prestar depoimento.

Segundo a Polícia Civil da Bahia, Diego é investigado por lesão corporal dolosa — quando há intenção de ferir — e seu comparecimento voluntário ocorreu dentro do prazo legal. As autoridades informaram que as diligências continuam, com a oitiva de testemunhas e a análise das imagens captadas pelas câmeras de segurança do condomínio.

Imagens flagraram a agressão
O vídeo, que circulou amplamente nas redes sociais, mostra o momento em que o porteiro e a colega discutem dentro da portaria. Durante a discussão, Diego pega um capacete sobre a mesa e desfere diversos golpes na cabeça da vítima, que tenta se proteger, mas acaba ferida. Após o ataque, ele ainda desfere um tapa antes de deixar o local rapidamente, levando seus pertences.

De acordo com informações repassadas pela vítima à polícia, o desentendimento começou quando o porteiro tentou entrar de motocicleta pela contramão e foi impedido por ela. O comportamento agressivo teria sido desencadeado após a negativa.

Condomínio e empresa responsável se manifestam
O Condomínio Canto Belo, onde os dois trabalhavam, confirmou o afastamento imediato do agressor. Em nota, o Grupo Solução, responsável pela gestão dos funcionários, afirmou ter seguido seu protocolo interno de conduta:

“O Grupo Solução já procedeu com o afastamento do colaborador envolvido, conforme previsto em suas normas internas e em alinhamento com os princípios de integridade e responsabilidade social”, destacou o comunicado.

Próximos passos da investigação
A Polícia Civil informou que novas testemunhas estão sendo ouvidas e que o caso segue em apuração para determinar as responsabilidades e eventuais medidas judiciais. Até o momento, não há registro de prisão preventiva decretada.

O caso levanta novamente o debate sobre a segurança interna em condomínios e a saúde emocional de colaboradores, especialmente em ambientes de alta pressão e convivência direta com moradores e colegas de trabalho.

Fonte: Correio 24h