Porteiro é acusado de vazar imagens de moradora em piscina de condomínio em Cuiabá
Moradora denuncia funcionário por registrar e compartilhar fotos dela em trajes de banho captadas pelas câmeras de segurança do condomínio; caso é investigado pela Delegacia da Mulher

Porteiro é acusado de vazar fotos de moradora em piscina de condomínio em Cuiabá
Uma denúncia registrada na Delegacia da Mulher de Cuiabá (MT) aponta que o porteiro de um condomínio localizado no bairro Araés teria utilizado as câmeras de segurança da piscina para capturar imagens de uma moradora em trajes de banho e, em seguida, divulgado as fotos em grupos de WhatsApp com outros funcionários.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima tomou conhecimento da exposição após amigos e vizinhos a alertarem durante um churrasco na área comum. As imagens, que teriam sido extraídas do sistema interno de monitoramento, mostram a moradora abaixando e se movimentando enquanto aproveitava o sol na piscina do condomínio Dunas do Areão.
Revoltada com a violação de sua privacidade, a moradora buscou imediatamente a administração do condomínio e a empresa responsável pela portaria, exigindo o afastamento do funcionário. No entanto, de acordo com ela, o síndico teria se mostrado omisso e ainda seria amigo pessoal do acusado. A moradora afirma que teme represálias e que se sente insegura ao retornar sozinha ao local durante a noite.
A empresa responsável pela terceirização dos serviços de portaria, por sua vez, afirmou que o funcionário possui 11 anos de experiência e nega as acusações, alegando que o turno dele havia encerrado no momento apontado. Afirmou também que não recebeu provas concretas da acusação e que está colaborando com as autoridades na apuração dos fatos.
O caso reacende o debate sobre os limites no uso de câmeras de segurança em áreas comuns de condomínios. Especialistas lembram que, embora a instalação de câmeras seja legal, as imagens captadas devem ser utilizadas exclusivamente para fins de segurança e jamais para monitoramento pessoal ou divulgação sem consentimento. A conduta pode configurar crime contra a honra e violação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A investigação segue em andamento, e a vítima aguarda providências da administradora e da empresa responsável pela segurança, além da conclusão do inquérito policial.
O caso segue sob investigação e poderá gerar desdobramentos judiciais.
Fonte: FOLHAMAX