Suspeito de roubo a condomínio é preso
Homem de 24 anos foi localizado com um relógio roubado; outros dois suspeitos identificados pela polícia são procurados

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (8), um homem de 24 anos suspeito de participar de um roubo ocorrido em um condomínio fechado na zona Sul de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Segundo a investigação, o crime aconteceu em 25 de agosto e o prejuízo estimado pela vítima pode ultrapassar R$ 1 milhão.
O suspeito, identificado como Irã Guilherme Martins Xavier, foi localizado no Parque Ribeirão. De acordo com a polícia, ele estava com um relógio que teria sido levado durante o assalto. Outros dois investigados identificados pela Polícia Civil, Gabriel Walafer Ribeiro, de 28 anos, e Wesley Lopes dos Santos, de 30, não foram encontrados e são considerados foragidos.
Invasão aconteceu durante a madrugada
O roubo ocorreu por volta das 3h, em um condomínio próximo ao Anel Viário Sul. Conforme a investigação, o grupo utilizou uma escada para ultrapassar o muro do residencial e chegar até a residência onde um casal dormia.
Os criminosos teriam rendido os moradores dentro do quarto e feito ameaças durante a ação. Uma das vítimas reagiu e entrou em luta corporal com um dos assaltantes. Segundo a polícia, ela foi atingida por uma coronhada na cabeça e teve mãos e pés amarrados.
A invasão demonstra como áreas perimetrais podem ser utilizadas como ponto de acesso em ações criminosas, especialmente quando os invasores conseguem superar barreiras físicas sem serem identificados imediatamente.
Objetos de alto valor foram levados
Durante o assalto, foram roubados objetos como ouro, joias, relógios de luxo, perfumes, roupas, celulares e outros pertences.
A vítima calcula que o prejuízo total tenha ultrapassado R$ 1 milhão. A polícia também investiga o destino dos bens levados durante a ação.
Segundo informações atribuídas pela polícia ao suspeito preso, parte dos objetos, principalmente o ouro, teria sido comercializada após o crime. Os investigadores apuram ainda quem recebeu os produtos e qual teria sido o destino dos demais itens.
Câmeras ajudaram na identificação
A investigação avançou a partir da análise das imagens de câmeras de segurança e de outros elementos reunidos pela Polícia Civil.
O reconhecimento fotográfico realizado pelas vítimas também teria contribuído para a identificação dos suspeitos. A partir das informações levantadas, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão temporária.
A utilização de sistemas de monitoramento, portanto, foi relevante para reconstruir a dinâmica da invasão e auxiliar na identificação de pessoas investigadas.
Três suspeitos foram identificados
A Polícia Civil aponta Irã, Gabriel e Wesley como três dos envolvidos diretamente na ação. Segundo a investigação, Wesley seria responsável por coordenar o grupo.
Os três tiveram prisões temporárias decretadas pelo prazo de 30 dias. Irã foi localizado e preso, enquanto Gabriel e Wesley ainda não haviam sido encontrados até a publicação da reportagem.
A investigação também aponta a participação de pelo menos outras duas pessoas que teriam dado apoio à ação do lado externo da residência. As câmeras registraram um indivíduo em uma motocicleta e outro em um veículo, mas eles ainda não haviam sido identificados.
Defesa contesta versão sobre confissão
Segundo o delegado responsável pelo caso, Irã teria confessado informalmente a participação no crime e reconhecido que o relógio encontrado com ele pertencia à vítima.
A defesa contesta essa versão. O advogado do suspeito afirmou que a suposta confissão teria ocorrido antes da presença dos defensores e que, posteriormente, na presença dos advogados, o investigado negou participação no assalto.
Sobre o relógio, a defesa declarou que o suspeito afirma ter comprado o objeto no bairro onde mora. Os advogados aguardam acesso ao inquérito, que tramita sob sigilo.
Polícia tenta localizar demais envolvidos
Além de procurar os dois suspeitos já identificados que permanecem foragidos, a Polícia Civil busca identificar os demais integrantes do grupo.
Um celular apreendido com Irã será submetido a perícia. A Justiça autorizou a quebra do sigilo do aparelho, e os investigadores esperam encontrar informações que possam contribuir para identificar outros envolvidos, localizar os suspeitos procurados e rastrear os objetos roubados.
A polícia também apura a possível comercialização dos bens levados durante o assalto.
Crime reforça atenção à segurança perimetral
O caso chama atenção para um dos pontos mais sensíveis da segurança condominial: a proteção do perímetro externo.
Muros, cercas, iluminação, câmeras, sensores e sistemas de detecção podem funcionar como barreiras complementares para dificultar tentativas de invasão. A manutenção desses equipamentos e o acompanhamento das imagens também fazem parte de uma estratégia preventiva.
A ocorrência demonstra ainda que o controle de acesso não deve se limitar à entrada principal. Áreas laterais, fundos e pontos próximos a terrenos ou vias externas também precisam ser avaliados periodicamente pela administração.
Prevenção exige atuação integrada
Para síndicos e administradoras, ocorrências como essa reforçam a necessidade de revisar periodicamente os protocolos de segurança do condomínio.
A análise de vulnerabilidades, a manutenção dos equipamentos de monitoramento, a iluminação adequada e a definição de procedimentos para situações de emergência podem contribuir para reduzir riscos.
Também é importante que moradores sejam orientados sobre comportamentos preventivos e evitem divulgar informações que possam facilitar a identificação de rotinas, horários de ausência ou patrimônio existente nas unidades.
No caso de Ribeirão Preto, a investigação continua para esclarecer a participação de todos os envolvidos e recuperar os bens levados durante o assalto. Até o momento, os investigados permanecem na condição de suspeitos, e as acusações ainda dependem da apuração policial e do devido processo legal.
Fonte: CBN Ribeirão Preto