Polícia prende seguranças por estupro coletivo em condomínio de luxo em Juiz de Fora
Câmeras de segurança flagraram a invasão ao imóvel da vítima em Juiz de Fora. Quatro vigilantes foram presos temporariamente, e um quinto suspeito, identificado como fotógrafo, segue foragido

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, de forma temporária, quatro seguranças de um condomínio de luxo localizado em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, por suspeita de envolvimento em um estupro coletivo. Um quinto homem, identificado como fotógrafo e também apontado como participante do crime, encontra-se foragido.
De acordo com as investigações, a vítima, uma psicóloga, participou de uma festa ao lado de duas amigas. Após o consumo de bebidas alcoólicas, o grupo optou por não dirigir, e o fotógrafo se ofereceu para levá-las até a residência da vítima, situada no próprio condomínio.
As imagens das câmeras de segurança revelam que, após deixar as mulheres em casa, o fotógrafo retornou ao condomínio e foi seguido por quatro seguranças que estavam em motocicletas. Em seguida, o homem foi flagrado pulando o muro da residência. Cerca de 30 minutos depois, os vigilantes também invadiram o imóvel.
Pela manhã, a vítima relatou ter flashes de memória sobre o ocorrido e, ao consultar as câmeras de segurança da residência, constatou a invasão. Um boletim de ocorrência foi imediatamente registrado. A mulher buscou atendimento médico, e o exame realizado confirmou sinais compatíveis com relação sexual recente.
A gravidade do caso gerou comoção e revolta entre os moradores do condomínio, além de acender um alerta sobre a atuação de funcionários terceirizados e os protocolos de segurança interna em residenciais de alto padrão.
As investigações seguem em curso, e a Polícia Civil trabalha para localizar o fotógrafo, único suspeito ainda foragido. A prisão dos envolvidos e o material das câmeras de segurança serão fundamentais para o andamento do processo judicial.
Condomínios devem revisar protocolos de segurança
Especialistas alertam que o episódio evidencia falhas graves na triagem de profissionais e na vigilância interna de condomínios de luxo. A contratação criteriosa de equipes, o uso rigoroso de sistemas de monitoramento e o treinamento em ética profissional e atendimento seguro são medidas fundamentais para prevenir crimes e proteger os moradores.
Fonte: R7