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Polícia prende suspeitos de roubo em condomínio

Investigação sobre invasão armada ocorrida em agosto avança com nova prisão e apreensão de objetos das vítimas; polícia procura terceiro suspeito de participação no crime

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Suspeito de participação em roubo de casal em condomínio e suspeito de receptação foram presos em Ribeirão Preto (SP) · Foto: Eudis Filho/CBN Ribeirão

Investigação sobre assalto a condomínio tem novos desdobramentos

A Polícia Civil prendeu um segundo suspeito de participação no assalto a uma residência localizada no condomínio fechado Boa Vista B, na Zona Sul de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Na mesma operação, um homem foi detido por suspeita de receptação após ser encontrado com dois relógios que pertenciam às vítimas.

As detenções foram divulgadas pelo G1 Ribeirão Preto e Franca em 20 de outubro de 2026. Segundo informações repercutidas por veículos regionais, o segundo investigado foi identificado como Gabriel Wallpher Ribeiro, de 28 anos. Ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas durante diligências policiais, embora também tivesse um mandado de prisão relacionado à investigação do roubo.

O outro homem, identificado nas reportagens como Celso, foi detido depois que os policiais encontraram os relógios no veículo que utilizava. Os objetos foram reconhecidos pelos proprietários, conforme as informações divulgadas.

As circunstâncias das detenções são distintas: a prisão de Gabriel ocorreu após a localização de entorpecentes, enquanto a abordagem de Celso resultou na apreensão de bens relacionados ao assalto. A investigação deverá esclarecer a participação atribuída a cada um.

Assalto ocorreu enquanto moradores dormiam

O crime aconteceu na madrugada de 25 de agosto de 2026. De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, três homens armados e encapuzados utilizaram uma escada para ultrapassar o muro do condomínio e invadir a residência.

Os moradores estavam dormindo quando foram surpreendidos pelos criminosos. Durante a ação, o casal foi rendido e mantido em um quarto.

O proprietário do imóvel teria tentado reagir, mas foi atingido com uma coronhada na cabeça e amarrado pelos pés e pelas mãos. Os assaltantes recolheram joias, relógios, celulares, perfumes e roupas, colocando os objetos em uma mala da própria família.

O prejuízo foi estimado em aproximadamente R$ 250 mil, segundo as informações publicadas sobre o caso.

A violência empregada durante a invasão e a quantidade de bens levados evidenciaram a gravidade da ocorrência. A apuração policial passou a buscar não apenas a identificação dos executores, mas também a recuperação dos objetos e o esclarecimento de como o grupo conseguiu chegar à residência.

Câmeras registraram movimentação antes da invasão

As investigações apontaram indícios de planejamento prévio. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado três homens circulando nas proximidades do condomínio cerca de 40 minutos antes da invasão.

Segundo relatos atribuídos às vítimas, os criminosos afirmaram ter utilizado um drone durante aproximadamente uma semana para observar a rotina da família. Essa informação foi apresentada como parte dos relatos relacionados ao caso e deve ser considerada no contexto da investigação.

O possível monitoramento anterior ao roubo é um dos elementos relevantes para compreender a dinâmica da ação. A análise de imagens, horários, deslocamentos e outros registros pode ajudar os investigadores a reconstruir os acontecimentos e identificar a participação de cada suspeito.

As autoridades também apuram o destino dos bens levados. Parte dos objetos teria sido comercializada depois do crime, de acordo com as informações divulgadas.

Segundo suspeito foi preso após ser encontrado com drogas

Gabriel Wallpher Ribeiro foi localizado durante diligências da Polícia Civil. Conforme as informações divulgadas, os policiais encontraram porções de entorpecentes com o investigado, o que levou à prisão em flagrante por tráfico de drogas.

Apesar de haver um mandado de prisão relacionado ao assalto, as reportagens informaram que a detenção não ocorreu diretamente em cumprimento a essa ordem judicial. A prisão em flagrante aconteceu em razão da suspeita de tráfico identificada durante a abordagem.

O contexto jurídico da ocorrência foi relacionado, nas publicações, às restrições eleitorais aplicáveis ao cumprimento de determinados mandados de prisão preventiva ou temporária durante o período previsto em lei.

É importante distinguir os procedimentos: a prisão por tráfico não equivale a uma condenação pelo assalto, e a suspeita de participação no roubo continua sujeita à apuração e à análise judicial.

Relógios das vítimas foram encontrados em veículo

Na mesma operação, os policiais localizaram dois relógios pertencentes às vítimas no veículo utilizado por um homem identificado como Celso. Após o reconhecimento dos objetos pelos proprietários, ele foi autuado em flagrante por suspeita de receptação.

Segundo a reportagem, o delegado André Baldochi afirmou que não havia, naquele momento, indícios de que esse homem tivesse participado diretamente da invasão ao condomínio. A suspeita de receptação está relacionada à posse dos objetos apontados como provenientes do crime, e não comprova, por si só, envolvimento na execução do assalto.

As publicações também informaram que o homem negou as acusações ao chegar à delegacia. Até a atualização consultada, não havia sido obtido posicionamento de suas defesas para comentar o caso.

A recuperação dos relógios representa um avanço na tentativa de localizar os bens subtraídos e reconstruir o caminho percorrido pelos objetos depois do roubo.

Polícia procura terceiro suspeito

Em setembro, a Polícia Civil já havia prendido Iran Guilherme Martins Xavier, de 24 anos, apontado como o primeiro suspeito identificado no caso. Segundo as informações divulgadas, ele também foi encontrado com um relógio relacionado ao roubo.

Com as novas detenções, as investigações avançaram sobre a possível participação de outros envolvidos. A polícia continuava procurando o terceiro suspeito mencionado nas apurações.

O trabalho investigativo deverá reunir os elementos obtidos nas abordagens, os registros das câmeras de segurança, os depoimentos das vítimas e os dados sobre os objetos recuperados. A finalidade é esclarecer a participação individual de cada investigado e verificar se houve outros colaboradores.

Até que haja decisões judiciais definitivas, os envolvidos devem ser tratados de acordo com sua condição processual, sem antecipação de culpa.

Caso reforça a importância da prevenção em condomínios

O episódio também chama atenção para os procedimentos de segurança em condomínios fechados. Muros, portões e câmeras são recursos importantes, mas não eliminam todos os riscos quando utilizados isoladamente.

A prevenção depende da combinação de medidas físicas, tecnológicas e operacionais. Entre elas estão a inspeção periódica de muros e pontos vulneráveis, a manutenção dos sistemas de iluminação, a cobertura adequada das câmeras e a existência de procedimentos claros para identificar movimentações suspeitas.

A administração também deve assegurar que as imagens sejam armazenadas de forma adequada e preservadas quando houver ocorrência, respeitando a legislação aplicável e as regras de proteção de dados.

Funcionários e moradores precisam saber como comunicar situações fora da rotina sem se expor desnecessariamente. Diante de uma suspeita de invasão ou de risco imediato, a prioridade é acionar as autoridades competentes, e não confrontar possíveis criminosos.

O caso de Ribeirão Preto permanece sob investigação. Os novos desdobramentos podem ajudar a esclarecer a dinâmica do assalto, recuperar outros bens e determinar a responsabilidade de cada pessoa envolvida, conforme as provas reunidas e as decisões judiciais.