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Polícia apura mortes de gatos em condomínio

Moradores denunciam que ao menos 12 gatos comunitários morreram desde o ano passado em condomínio de Vila Velha; perícia vai apontar a causa da morte dos animais

Polícia investiga morte de gatos em condomínio e apura suspeita de envenenamento no ES
Foto: Reprodução

Polícia investiga morte de gatos em condomínio e apura suspeita de envenenamento no ES

A Polícia Civil do Espírito Santo investiga uma série de mortes de gatos comunitários em um condomínio localizado no bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha. Moradores denunciam que pelo menos 12 animais morreram desde o ano passado em circunstâncias semelhantes e suspeitam que eles tenham sido vítimas de envenenamento. No entanto, a causa das mortes ainda não foi confirmada oficialmente e dependerá do resultado da perícia realizada em um dos animais recolhidos no local.

As investigações começaram após o registro de um boletim de ocorrência. Equipes da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA) estiveram no condomínio para realizar os primeiros levantamentos e recolher um gato encontrado morto, que foi encaminhado para exames periciais. Segundo o delegado Marcelo Nolasco, somente após a conclusão do laudo será possível afirmar se houve envenenamento ou outra causa para a morte do animal.

Cerca de 30 moradores participam dos cuidados com os chamados gatos comunitários, fornecendo alimentação, água, castração e atendimento veterinário. As cuidadoras afirmam que as mortes vêm ocorrendo de forma recorrente e relatam preocupação com a falta de respostas para o caso. Elas também informaram que buscaram apoio da administração do condomínio e de órgãos públicos e cobram providências para identificar o responsável, caso a prática criminosa seja confirmada.

Durante a investigação, a Polícia Civil também pretende analisar imagens das câmeras de segurança e ouvir testemunhas para esclarecer os fatos. O delegado destacou que a apuração exige cautela, já que diversas pessoas alimentam os animais diariamente, o que dificulta identificar uma eventual conduta criminosa apenas pelas gravações. Além disso, os investigadores irão verificar se o número de mortes relatado pelos moradores corresponde aos registros que poderão ser comprovados durante o inquérito.

Caso a perícia confirme que os animais foram envenenados, o responsável poderá responder pelo crime de maus-tratos contra animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais, cuja pena pode incluir reclusão e multa. Enquanto isso, a Polícia Civil reforça que as investigações seguem em andamento e pede que qualquer pessoa com informações sobre o caso procure as autoridades para colaborar com a identificação dos responsáveis.

Fonte: A Gazeta