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Imobiliária é investigada por prejuízos a condomínios

Empresa teria encerrado atividades sem quitar fornecedores e deixado síndicos e moradores diante de prejuízos financeiros

Polícia investiga imobiliária suspeita de reter dinheiro de condomínios em Porto Alegre
Foto: Foto: Reprodução

Polícia investiga imobiliária suspeita de reter recursos de condomínios e deixar prejuízos em Porto Alegre

A Polícia Civil investiga denúncias envolvendo uma imobiliária de Porto Alegre que teria encerrado suas atividades deixando uma série de pendências financeiras relacionadas a condomínios administrados pela empresa. As suspeitas incluem retenção de recursos arrecadados dos condôminos, falta de pagamento a fornecedores e possíveis prejuízos para moradores e síndicos.

De acordo com relatos que estão sendo apurados pelas autoridades, diversos condomínios teriam identificado problemas após a interrupção das atividades da empresa. Entre as principais reclamações estão a ausência de repasses financeiros, contas em atraso e dificuldades para acessar informações contábeis e documentos relacionados à gestão condominial.

As denúncias reforçam preocupações recorrentes sobre a administração de recursos coletivos em condomínios, especialmente quando há concentração da gestão financeira nas mãos de empresas terceirizadas. Síndicos afetados relatam que precisaram realizar levantamentos emergenciais para identificar a real situação financeira dos empreendimentos.

Segundo investigações semelhantes conduzidas pela Polícia Civil em casos envolvendo administradoras e imobiliárias na capital gaúcha, há registros de condomínios que sofreram prejuízos relacionados ao não pagamento de contas essenciais, fornecedores e prestadores de serviço, mesmo após os valores terem sido arrecadados junto aos moradores.

As autoridades apuram a movimentação financeira da empresa, a destinação dos recursos recebidos e a existência de eventuais responsabilidades civis e criminais. Dependendo dos resultados da investigação, os envolvidos poderão responder por crimes como apropriação indébita, estelionato e outras infrações relacionadas à gestão de recursos de terceiros.

Especialistas em gestão condominial destacam que casos como este reforçam a importância da auditoria periódica das contas do condomínio, da conferência de comprovantes de pagamento e da adoção de mecanismos de controle que permitam aos síndicos acompanhar em tempo real as movimentações financeiras.

O episódio também serve de alerta para condomínios que mantêm contratos com administradoras e imobiliárias. A recomendação é que síndicos e conselhos fiscais acompanhem regularmente extratos bancários, pagamentos de fornecedores, recolhimentos obrigatórios e demais obrigações financeiras, reduzindo riscos de prejuízos aos condôminos.

As investigações seguem em andamento e novas informações poderão surgir à medida que a Polícia Civil avançar na análise dos documentos e dos relatos apresentados pelos condomínios afetados.

Fonte: GZH