Pitbull invade condomínio e persegue zelador: especialista orienta medidas de segurança
Roberto Fagundes explica procedimentos corretos para lidar com animais soltos e reforça regras de convivência para pets em condomínios

Um caso inusitado e preocupante ocorreu recentemente em um condomínio, quando um pitbull que vivia solto nas ruas invadiu o local, causando pânico entre funcionários e moradores. O animal entrou pela rampa de veículos, conseguiu pular uma mureta e, em seguida, perseguiu o zelador, que precisou se proteger.
A equipe da TV Guararapes (afiliada da Record), por meio do repórter Erick Miranda, foi até o local para ouvir Roberto Fagundes, consultor condominial, que explicou quais procedimentos devem ser adotados em situações semelhantes.
Segundo Fagundes, se o risco for imediato e o animal ainda estiver dentro do condomínio, é fundamental acionar a Polícia Militar, que pode atuar para garantir a segurança de todos. Já nos casos em que o animal tenha saído e esteja circulando nas ruas, a orientação é acionar o Centro de Vigilância Ambiental, órgão responsável por localizar e resgatar o animal, evitando novos incidentes.
O especialista também aproveitou para reforçar a importância de que os condomínios tenham regras claras sobre a permanência e circulação de animais de estimação, prezando pela convivência harmoniosa entre vizinhos. Isso inclui o uso de coleiras e focinheiras, quando necessário, e a supervisão constante por parte dos tutores.
A reportagem ainda abordou direitos e deveres dos moradores que possuem pets, destacando que, embora os animais sejam parte da família, é essencial adotar medidas preventivas para evitar acidentes e preservar a segurança de todos.
Como agir diante de um animal dentro do condomínio
Segundo Roberto Fagundes, o primeiro passo é identificar o nível de risco:
- Risco imediato: Se o animal ainda estiver dentro do condomínio e houver possibilidade de ataque, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. A intervenção rápida pode evitar ferimentos e manter a integridade dos moradores e funcionários.
- Animal já fora do condomínio: Se o cão já tiver deixado a área interna e estiver na rua, o ideal é contatar o Centro de Vigilância Ambiental ou órgão equivalente no município, responsável por recolher e avaliar o animal.
Prevenção: o papel do condomínio
Embora a responsabilidade pela guarda do animal seja do tutor, condomínios podem adotar medidas para minimizar riscos:
- Portarias e portões sempre fechados — o acesso de veículos deve ser monitorado para evitar a entrada de animais.
- Vigilância em áreas abertas — rondas e câmeras ajudam a identificar animais se aproximando.
- Treinamento de funcionários — porteiros, zeladores e seguranças devem saber como reagir de forma segura, sem tentar capturar o animal por conta própria.
- Comunicação interna — uso de grupos de mensagens ou aplicativos condominiais para alertar moradores sobre presença de animais perigosos nas proximidades.
Convivência com pets em condomínios.
A entrevista também abordou regras e boas práticas para quem possui animais de estimação:
- Uso de guia e focinheira (quando exigido por lei) para raças de grande porte ou consideradas potencialmente perigosas.
- Evitar deixar o animal solto em áreas comuns para prevenir acidentes.
- Responsabilidade civil — em caso de ataque, o tutor pode responder judicialmente por danos materiais e morais.
O episódio serve como alerta para que condomínios revisem seus protocolos e reforcem a conscientização entre moradores. Afinal, segurança condominial não se limita apenas a pessoas, mas também à prevenção de incidentes envolvendo animais.
Fonte: TV Guararapes/Youtube