Pintor encontra granada durante reforma de apartamento em condomínio de Minas Gerais
Explosivo foi identificado como uma granada GB 708 da marca Condor. O esquadrão antibombas do Bope foi acionado e destruiu o artefato. A Polícia Civil investiga a origem do explosivo, que pode ter sido deixado por um antigo inquilino.

Granada é encontrada durante reforma de apartamento em Governador Valadares (MG)
Esquadrão antibombas do Bope foi acionado e destruiu o artefato explosivo. Polícia investiga a origem da granada, que pode ter sido deixada por um antigo inquilino.
Um fato que causou grande apreensão entre moradores foi registrado na tarde desta quinta-feira (29/5) no bairro Grã-Duquesa, em Governador Valadares, na Região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Durante uma reforma em um apartamento localizado em um condomínio da região, um pintor de 48 anos encontrou uma granada de uso restrito, o que mobilizou equipes especializadas da Polícia Militar e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Segundo o boletim de ocorrência, o trabalhador realizava serviços de pintura e reparos no imóvel quando se deparou com um objeto de coloração verde, aparentemente metálico, que não conseguiu identificar de imediato. Preocupado com o aspecto do artefato, ele acionou o proprietário do imóvel para relatar o achado.
Ao chegar ao local, o dono do apartamento reconheceu que o objeto se tratava de uma granada e, imediatamente, solicitou a presença da Polícia Militar.
Após avaliação inicial, os policiais confirmaram que o artefato era uma granada explosiva modelo GB 708, da marca Condor, equipamento classificado como de uso controlado pelas forças de segurança. Esse tipo de granada é capaz de provocar danos consideráveis caso seja acionado, representando risco elevado tanto para pessoas quanto para a estrutura do imóvel.
Diante da gravidade da ocorrência, o esquadrão antibombas do Bope foi acionado para realizar a remoção segura e a destruição do explosivo. A operação foi conduzida com extremo rigor técnico, seguindo protocolos específicos para manejo de artefatos desse tipo, e foi concluída sem registros de feridos ou maiores danos.
Em depoimento aos militares, o proprietário informou que o apartamento estava desocupado e passava por serviços de manutenção visando sua futura locação. Ele também forneceu à polícia informações sobre o antigo inquilino, que pode ser fundamental para as investigações em andamento.
O caso agora está sob responsabilidade da Polícia Civil, que irá apurar a origem da granada, como o explosivo foi parar no interior do imóvel e se há relação com práticas criminosas, posse ilegal de artefatos explosivos ou outros delitos.
Alerta para condomínios e moradores
O episódio acende um importante sinal de alerta para condomínios, síndicos, administradoras e moradores sobre a necessidade de redobrar a atenção quanto à segurança em ambientes residenciais. Itens perigosos, como armas, munições e explosivos, representam risco iminente à coletividade, além de configurarem crime, cuja posse é expressamente proibida por lei.
Além disso, especialistas em segurança condominial recomendam que sejam realizadas vistorias rigorosas em imóveis desocupados, especialmente durante reformas, mudanças ou transições de locação.
O que diz a lei
De acordo com o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), a posse, comercialização ou transporte de explosivos sem autorização é considerada crime, com penas que podem chegar a até seis anos de prisão, além de multa.
O Condomínio Interativo segue acompanhando o desenrolar das investigações e trará atualizações sobre o caso assim que forem divulgadas pelas autoridades.
Fonte: Estado de Minas