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Pets em condomínios: regras essenciais para circular em áreas comuns

Direito de ter animais de estimação em edifícios cresce, mas circulação e boas práticas precisam ser regulamentadas de forma equilibrada para evitar conflitos entre moradores.

Pets em condomínios: regras essenciais para circular em áreas comuns
Foto: Imagem ilustrativa

A presença de animais de estimação em condomínios tem se tornado cada vez mais comum, acompanhando a mudança no perfil das famílias brasileiras, que veem seus pets como membros da casa. Essa nova realidade impõe desafios para a convivência em ambientes compartilhados, especialmente no que diz respeito à circulação e ao comportamento dos animais nas áreas comuns.

Do ponto de vista legal, nenhum condomínio pode proibir a presença de animais de estimação nas unidades privativas quando estes não representam risco à segurança, saúde ou sossego dos demais moradores — entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça e confirmado por especialistas em direito condominial.

Entretanto, o uso e circulação dos pets nas áreas comuns podem ser regulamentados por meio de normas internas, aprovadas em assembleia e organizadas no regimento interno ou convenção do condomínio. Essas regras buscam equilibrar o direito de propriedade dos moradores com a necessidade de manter um ambiente seguro e confortável para todos.

Algumas das principais práticas adotadas e recomendadas incluem:

  • Condução em guia e coleira: Pets devem ser conduzidos pelos tutores com guia curta, garantindo controle e segurança nas áreas comuns.
  • Higiene e limpeza responsáveis: Tutores são responsáveis por recolher qualquer dejeto deixado pelo animal e manter a higiene das áreas transitadas.
  • Regras específicas para elevadores e corredores: As normas podem prever o uso de elevadores de serviço ou horários diferenciados para circulação de pets, desde que não ofendam direitos fundamentais como o de ir e vir.
  • Controle sanitário: A exigência de vacinação em dia e cuidados com higiene do pet é prática recomendada e, em alguns casos, prevista no regimento interno.

O condomínio também pode criar áreas pet-friendly ou espaços específicos para os animais, incentivando práticas que reduzam conflitos e promovam bem-estar comunitário.

É importante destacar que regras abusivas que impeçam completamente a circulação de pets nas áreas comuns ou exijam condições irracionais, como transportar o animal apenas no colo em todas as circunstâncias, podem ser consideradas ilegais e passíveis de contestação judicial.

Por fim, a boa convivência entre tutores, pets e demais moradores passa por diálogo, respeito às normas e responsabilidade de cada um. A participação ativa em assembleias para definir e ajustar regras claras e equilibradas é fundamental para garantir que todos possam usufruir dos espaços compartilhados com harmonia.

Fonte: Casa e Jardim