Passeador agride cadela idosa no Leblon
Câmeras de segurança registram agressão contra Xena, de 14 anos, e tutora desabafa: “quando eu vi, colapsei”

O caso tem gerado forte comoção no Rio de Janeiro. Imagens de câmeras de segurança registraram, no dia 17 de novembro, um passeador agredindo uma cadela idosa no interior de um elevador de prédio no Leblon, na Zona Sul da cidade.
Segundo as gravações, o homem adentra o elevador com Xena, uma vira-lata de aproximadamente 14 anos, presa por uma coleira. A cadela, já com idade avançada, inicialmente se posiciona sentada — momento em que o agressor começa a puxar a guia com violência.
As imagens mostram que ele sacode a cachorra repetidamente. Em seguida, chega a empurrá-la contra as paredes do elevador e, em um momento mais grave, derruba Xena no chão. Após a agressão cessar, a idosa canina demora para se levantar. Quando finalmente se move, sai caminhando lentamente do elevador, enquanto o agressor ainda segura a guia.
Emocionada, a tutora de Xena, Talita Veloso, disse que passou mal ao assistir às gravações.
“Quando eu vi o vídeo, eu colapsei”, declarou à imprensa.
O grupo de voluntários Nas Garras da Lei, que atua em defesa de animais vítimas de maus-tratos, denunciou o episódio nas redes sociais. A investigação já está a cargo da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) da Polícia Civil, conforme confirmado por autoridades.
Sobre a empresa em que o passeador trabalhava, a Happy Dog, responsável por serviços de passeio e hospedagem de animais, emitiu uma nota pública informando que o funcionário foi demitido imediatamente após a repercussão do caso. A fundadora da empresa, Nelisa, afirmou que ficou abalada com o fato, ressaltou que nunca havia identificado comportamentos inadequados no agressor e se comprometeu a apoiar a família da cadela e tomar as medidas legais cabíveis.
Quanto a Xena, segundo reportagem do O Dia, a cadela está se recuperando em casa. O Dia Sua tutora revelou que, apesar do trauma, a idosa corajosa já até faz pequenas bagunças em seu lar — mas ainda passará por avaliação veterinária para verificar possíveis lesões na traqueia. O
A repercussão do caso levanta discussões relevantes sobre a responsabilidade dos prestadores de serviços para pets em condomínios, a fiscalização dessas atividades e o papel legal das empresas de pet em garantir o bem-estar dos animais sob seus cuidados.
A investigação da DPMA deverá apurar não apenas a agressão física, mas também se há violação da lei de proteção aos animais, impondo consequências penais e administrativas ao agressor.
Fonte: O Dia